Finda a Segunda Guerra, e para manterem-se abertos aos torcedores não “oriundi”, os nomes Palmeiras e Cruzeiro foram mantidos.
Linguagem desabrida
No Palmeiras de Pellegrini (amargou a mudança do nome) Facchina, Giuliano, Frugiuele, Sandoli, Sacomani, Contoursi, Belluzzo, abriu-se para Paulo Nobre e Leila Pereira, a primeira mulher presidente.
Só que tradições foram mantidas e ainda é respirada na sede social, na alameda dos imortalizados em estátuas e na rua Palestra Itália, antiga Turiaçu do Parque Antártica, que passou a Jardim Suspenso e virou Allianz, o nosso Colosseo (Coliseu) esmeraldino.
Uma das tradições, quando tudo não passa de desabafos irrefletidos e ofensas de baixo potencial ofensivo, é o “acabar tudo em pizza”. A “fratellanza” é uma característica italiana, haja vista o recente episódio da jornalista Cecilia Mesa, presa no Irã para servir de moeda de troca pelos aiatolás.
No Brasil, a fraternidade foi forte nos tempos da discriminação aos italianos, que perderam a guerra. A rica elite paulistana do café apelidou os italianos de “carcamanos”, uniu, como explicava Mino Carta, o verbo da língua portuguesa “calcar” com a palavra italiana mano (mão). E carcamano eram todos os imigrantes italianos e descendentes, pois, no preconceito, discriminação e xenofobia, eram ofendidos na honra. Eram, para a elite, os que “carcavam” (calcavam era muito para uma elite rica mas ignorante com a própria língua) a mão (mano) na balança, para roubar no preço.
noticia por : UOL



