Trump, como se sabe, leva a língua no coldre. No primeiro mandato, operou no gabinete presidencial da Casa Branca como se despachasse num saloon. Sua primeira manifestação sobre o Brasil depois da segunda posse soou como um disparo. Disse que não precisa do Brasil e da América Latina.
O comentário irritou Lula, pois ele havia desejado horas antes uma gestão “profícua” para Trump. Disse que não quer “briga”. Apostou na “harmonia” de um relacionamento no qual “a diplomacia seja a coisa mais importante e não a desavença, a encrenca.”
Discutiu-se no Planalto a hipótese de uma reação. Aconselhado a não revidar, Lula optou pelo silêncio. Segue, por enquanto, a máxima segundo a qual a diplomacia traz o significado dentro do nome. Para funcionar, deve ser macia. Num primeiro momento, apenas a embaixadora Maria Laura da Rocha, número 2 do Itamaraty, falou em público.
noticia por : UOL



