“Não se pode pedir ajuda com uma mão e bombardear com a outra”, denunciou o especialista em Mianmar da Anistia Internacional, Joe Freeman.
A enviada especial da ONU para Mianmar, Julie Bishop, pediu a todas as partes que “concentrem seus esforços na proteção de civis, incluindo trabalhadores humanitários, e na prestação de assistência”.
– Instalações médicas lotadas –
Antes do terremoto, a ONU calculava que 3,5 milhões de birmaneses, de uma população de 50 milhões, foram deslocados pelo conflito interno, muitos deles correndo risco de fome.
O terremoto deixou pelo menos 2.719 mortos, 4.500 feridos e 441 desaparecidos, segundo o balanço mais recente, divulgado pela junta na noite de terça-feira. No entanto, interrupções nas linhas de telecomunicações e na infraestrutura dificultam a coleta de informações, gerando temores de um número muito maior de mortos.
Em Sagaing, a cidade mais próxima do terremoto, equipes de resgate relataram que uma em cada três casas foi destruída, disse a Organização Mundial da Saúde (OMS).
noticia por : UOL