“Os fortes ventos ou chuvas não matam as aves, elas sabem resistir às inconstâncias do tempo. Mas, para um animal já debilitado por outros fatores, isso poderia ser o golpe de misericórdia”, indica Marteu.
O fluxo das ondas, os ventos adversos e as águas agitadas dificultam o acesso aos alimentos e reduzem as oportunidades de descanso para as aves marinhas.
“Muitas das aves aparecem muito magras. A maioria delas são aves jovens, entre 6 e 8 meses de idade. Nesse estágio, elas geralmente são aves que ainda não conseguem se alimentar adequadamente”, diz Elisa Daviaud.
No ano passado, a ONG Sea Shepherd constatou que as aves falecidas pesavam cerca de 25% a menos que o adequado.
A ONG atribuiu isso a uma “conjunção” entre a pesca excessiva, que priva as aves de seu alimento, e as mudanças climáticas, que aumentam a intensidade das tempestades.
Outras hipóteses são as epidemias de gripe aviárias, que afetam gravemente as aves marinhas, as redes de pesca e os moinhos de vento.
noticia por : UOL