ANA CRISTINA VIEIRA
DO REPÓRTERMT
Mato Grosso reúne em seu território cerca de 55 mil indígenas de 46 etnias. Neste contexto, uma das áreas mais desafiadoras para as políticas públicas e que requer atenção é a saúde indígena. A informação foi repassada em entrevista ao site
, pela presidente da Câmara Setorial Temática (CST) da Saúde Indígena, Paloma Velozo Passos.
Segundo a presidente, muitos gestores desconhecem a responsabilidade quanto ao cuidado com o indígena, acreditando que somente o Governo Federal tenha deveres.
“O município é responsável pela média e alta complexidade, onde envolve município e o estado, o Governo Federal faz o atendimento primário dentro dos territórios indígenas, tem todas as equipes, equipe multidisciplinar, que tem médico, psicólogo, enfermeiro, técnico de enfermagem, tem uma série de profissionais que vai até o território, eles fazem plantões a cada quinze dias, com troca de equipe, porém existe uma série de questões depois do atendimento primário”, comentou.
Paloma lembrou as denúncias de negligência quanto aos óbitos de indígenas que aconteceram em unidades de saúde de Primavera do Leste, bem como discriminação e destacou que a Câmara está acompanhando o encaminhamento das investigações.
A Câmara da Saúde Indígena foi criada a partir de requerimento do deputado estadual Max Russi.
Para Paloma, um programa importante que envolve segurança alimentar para os indígenas é o Ser Família Indígena, que municia as etnias com cestas básicas.
“Apesar de ser um programa maravilhoso, precisamos adaptá-lo na questão cultural, existem determinados povos que não se alimentam por exemplo, de arroz, não se alimentam de feijão, então através de nossos nutricionistas, conversando com a Setasc, entendemos que é necessário fazer as mudanças das cestas, e ainda agradeço a primeira-dama do estado que é muito flexível a isso, que também foi um pedido dela para a própria Setasc, e agora vamos fazer as primeiras adaptações“, elencou.
Veja vídeo
Veja íntegra
FONTE : ReporterMT



