sábado, 22, agosto , 2026 03:38

Cláudio Castro diz que não receberá Moraes em palácio

O governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro (PL-RJ) afirmou a deputados federais que se encontraram com ele na quinta (30) que não pretende receber o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes no Palácio da Guanabara, sede do governo, para discutir questões de segurança.

Castro afirmou que receberá o magistrado no mesmo local em que se reuniu com os parlamentares: o Centro Integrado de Comando e Controle, que articula a ação das polícias do Estado.

Nele há uma ampla mesa redonda e dezenas de monitores que mostram imagens da cidade.

Moraes é o relator da ADPF das Favelas, ação judicial que vista diminuir a letalidade policial nas comunidades do Rio de Janeiro.

Segundo o deputado federal Paulo Bilynskyj (PL-SP), que preside a Comissão de Segurança Pública da Câmara e estava na reunião, Castro afirmou que “a visita de Alexandre não é política. É técnica”.

Por isso o governador decidiu recebê-lo numa unidade da área de segurança.

Castro disse ainda que, como fez com o grupo, mostrará a Moraes vídeos da Operação Contenção, com imagens feitas por drones do confronto entre policiais e supostos criminosos do Complexo da Penha, no Rio.

As imagens selecionadas mostram “ladrões atirando nos policiais, baleando dois deles”, diz Bilynskyj.

“É uma filmagem muito forte, em que cinco ou seis policiais entram em fila na mata e se envolvem em tiroteio com os criminosos. Os dois primeiros são atingidos de cima para baixo, e caem”, diz o deputado.

Não foram exibidas imagens de pessoas sendo atingidas pelos policiais.

Bylinsky afirmou que tanto o governador quanto as autoridades de segurança do Rio demonstraram “zero preocupação” com a visita de Moraes. “Todas as regras da ADPF foram cumpridas”, diz.

“Eles estão seguros. A operação é resultado de uma investigação de um ano. A Justiça autorizou a polícia a fazer 180 mandados de busca e a cumprir 70 de prisão preventiva. Os que morreram não se entregaram, decidiram atacar os policiais”, diz.

Na reunião com os parlamentares, o governo do Rio divulgou que tem estimativas de que 500 criminosos manejam armas no Complexo do Alemão e outros 900, no Complexo da Penha.

As autoridades divulgaram ainda que 91 fuzis foram apreendidos na operação, além de 26 pistolas e 14 artefatos explosivos.


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noticia por : UOL