A ora-pro-nóbis (Pereskia aculeata) é considerada uma PANC (planta alimentícia não convencional) e tem folhas com alto teor de proteína. Pode ser cultivada em casa, em vasos grandes ou no solo, desde que receba a iluminação adequada.
A seguir, Bárbara Sales, bióloga especialista de Inhotim, em Brumadinho (MG), ensina como cuidar da planta.
Luz
A planta se adapta bem a locais com meia-sombra, recebendo algumas horas de incidência solar por dia, mas o ideal é que fique no sol pleno.
Rega
Mantenha o substrato levemente úmido, mas nunca encharcado. Para saber o momento certo de molhar, a melhor dica é enfiar o dedo no substrato: se a superfície estiver começando a secar, pode regar; se ainda estiver úmida, espere mais um pouco. Reduza a frequência de irrigação no inverno.
Adubo
É possível usar adubos orgânicos, como bokashi ou esterco de galinha, a cada três meses para estimular o crescimento das folhas. Já o NPK 10-10-10 é uma opção adequada para manutenção regular, podendo ser utilizado a cada 45 dias durante a primavera e o verão. Suspenda a adubação química no inverno.
Dica
A poda é fundamental para evitar que a planta, que é uma cactácea, se torne um emaranhado denso e difícil de manejar. Corte a ponta (ápice) dos ramos que estiverem crescendo muito rápido. Como a ora-pro-nóbis tem espinhos, é preciso ter cuidado no manuseio —de preferência, use luvas de material resistente.
No solo, ela se desenvolve como uma trepadeira de grande porte, podendo atingir vários metros, e exige suportes como cercas, treliças ou muros. Também pode ser cultivada em vasos, desde que sejam grandes. Nesse caso, as podas são ainda mais importantes para controlar o tamanho da planta.
O substrato deve ser bastante fértil, rico em matéria orgânica, como esterco curtido ou composto orgânico.
Para a colheita, a recomendação é retirar as folhas que já atingiram o desenvolvimento pleno, mas ainda estão flexíveis. Geralmente, são as localizadas na parte intermediária dos ramos.
Utilize tesouras de poda ou estiletes esterilizados. O corte deve ser feito no pecíolo (cabinho), evitando puxar a folha com as mãos. Não remova mais de 30% da folhagem de uma só vez, para não comprometer a capacidade de fotossíntese da planta.
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noticia por : UOL


