segunda-feira, 9, março , 2026 04:46

Ex-amante de pastor diz que abortou filho fruto do adultério


A teóloga Stephanie D. Prescott afirmou publicamente que o pastor mencionado em seu livro sobre abuso espiritual é o líder evangélico Bryan Meadows. A declaração foi feita em entrevista ao portal The Roys Report.

Stephanie Prescott, formada pela Candler School of Theology da Emory University, publicou anteriormente um livro relatando um relacionamento extraconjugal de longa duração com um líder religioso identificado apenas como “Apóstolo Fred”. Segundo ela, o homem mencionado na obra seria Meadows, pastor fundador da Embassy Church International, em Atlanta.

Em entrevista recente, Stephanie declarou que decidiu confirmar a identidade do pastor. A afirmação ocorreu poucos dias após Meadows admitir publicamente ter mantido um relacionamento extraconjugal de aproximadamente 12 anos com uma pastora assistente da igreja.

A declaração do pastor foi feita durante participação no podcast Hardly Initiated, apresentado por Jessica Laine McDonald. Na conversa, Meadows afirmou que traiu sua esposa e descreveu o relacionamento como um período prolongado de envolvimento emocional e pessoal.

Segundo ele, o relacionamento começou quando tinha pouco mais de 20 anos, pouco depois de se casar. O pastor afirmou que reconhecia que a situação era incorreta, mas disse ter dificuldade em encerrar completamente o vínculo.

“Eu tive um caso. Traí minha esposa, mas há complexidade e nuances”, declarou Meadows, acrescentando que deveria ter se afastado do relacionamento logo após o início.

Stephanie descreve o episódio em seu livro 95 Teses à Igreja Americana: O Confronto do Abuso Espiritual, Idolatria e Engano em Massa. Na obra, ela relata que o relacionamento teria durado mais de uma década e afirma que enfrentou forte conflito emocional durante esse período.

A autora também menciona que, durante o relacionamento, tomou a decisão de interromper uma gravidez. Em seu relato, ela afirma considerar essa escolha um dos momentos mais difíceis de sua vida: “Eu me importei demais com o que as pessoas diriam e tomei a terrível decisão de sacrificar nosso filho. Em vez disso, eu deveria ter arcado com as consequências de nossos atos e enfrentado todo o ridículo que viesse com essa escolha. Nunca haverá opinião ou julgamento que valha a pena tomar uma decisão tão traiçoeira”, escreveu ela, arrependida.

Stephanie afirmou ainda que conheceu Meadows durante a juventude, quando ambos participavam de atividades universitárias ligadas a um ministério cristão. Posteriormente, ela diz ter participado do início da igreja fundada por Meadows e atuado como pastora assistente.

No livro, a autora afirma que estava noiva de seu namorado da época quando o relacionamento com o pastor começou. Segundo seu relato, o casamento com o noivo foi mantido enquanto o vínculo com o líder religioso continuava em segredo.

Ela também declarou que, ao analisar o episódio anos depois, passou a interpretar a situação como resultado de abuso de autoridade e manipulação espiritual dentro do contexto religioso.

Em 2024, Meadows afirmou que foi confrontado internamente por líderes da igreja sobre o relacionamento. Após o episódio, ele declarou ter feito uma confissão à comunidade religiosa.

Stephanie reiterou em entrevistas recentes que considera o caso um exemplo de abuso de poder dentro de estruturas religiosas. Segundo ela, a experiência a levou a refletir sobre os riscos de relações desequilibradas entre líderes espirituais e membros das congregações, conforme informado pelo The Christian Post.





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