quinta-feira, 12, março , 2026 12:07

Moraes pode ser novamente sancionado por Trump na Magnitsky


O governo dos Estados Unidos avalia a possibilidade de retomar sanções contra o ministro Alexandre de Moraes. A medida poderia ocorrer com base na Lei Magnitsky, instrumento utilizado por Washington para aplicar restrições a autoridades estrangeiras.

Segundo informações divulgadas pelo portal Metrópoles, integrantes da administração do presidente Donald Trump voltaram a discutir o tema nas últimas semanas. De acordo com fontes citadas pelo site, as conversas teriam ocorrido ao longo do último mês.

Sanção aplicada em 2025

Alexandre de Moraes já havia sido alvo de sanções do governo norte-americano em julho de 2025. Na ocasião, as medidas incluíram restrições que impediam o ministro de negociar ou utilizar serviços de empresas sediadas nos Estados Unidos.

A decisão também previa o congelamento de eventuais bens ou ativos do magistrado em território norte-americano. As sanções foram aplicadas com base no Global Magnitsky Act.

A medida atingiu também a advogada Viviane Barci e o Lex Instituto de Estudos Jurídicos. Em dezembro de 2025, as autoridades norte-americanas suspenderam a aplicação das sanções.

Nos últimos dias, o jornalista Paulo Figueiredo Filho comentou publicamente a possibilidade de retomada das sanções. A declaração foi publicada em sua conta na rede social X.

Em sua publicação, Figueiredo afirmou que a suspensão das penalidades financeiras não significaria a retirada definitiva do nome de Moraes da lista de autoridades designadas sob a legislação norte-americana.

“É muito importante que as pessoas entendam que Alexandre de Moraes continua designado como violador internacional de direitos humanos pelo Global Magnitsky Act. A designação não foi retirada. As penalidades financeiras impostas pelo OFAC contra ele foram suspensas apenas por uma conveniência da política externa americana, segundo nota do próprio Departamento de Estado”, escreveu.

Ele acrescentou que uma eventual retomada das sanções dependeria de decisão política do governo norte-americano.

“Isso sempre pode mudar, bastando apenas vontade do presidente Trump, sem necessidade de novo processo”, afirmou.

Na mesma publicação, Figueiredo também mencionou a situação do ex-presidente Jair Bolsonaro ao comentar o tema.

De acordo com o portal Metrópoles, decisões do ministro Alexandre de Moraes vêm sendo acompanhadas pelo Departamento de Estado dos Estados Unidos.

A análise estaria sob responsabilidade do assessor sênior Darren Beattie, que assumiu o cargo no fim de fevereiro. Segundo a reportagem, Beattie já atuava anteriormente em temas relacionados à política externa dos Estados Unidos envolvendo o Brasil.

Visita autorizada a Bolsonaro

Em decisão recente, Moraes autorizou Darren Beattie a visitar o ex-presidente Jair Bolsonaro. O encontro ocorrerá em uma ala do 19º Batalhão da Polícia Militar do Distrito Federal.

A área fica dentro do Complexo da Papuda, no Distrito Federal. Segundo informações divulgadas, a visita ocorrerá em instalações utilizadas pelo sistema de segurança local.

Até o momento, autoridades norte-americanas não confirmaram oficialmente se haverá retomada das sanções. O tema permanece em análise no âmbito da política externa dos Estados Unidos.





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