quinta-feira, 12, março , 2026 09:29

Pesquisa aponta desaprovação de 64% entre evangélicos à Lula


Levantamento realizado pelo instituto Ipsos-Ipec e divulgado no dia 10 de março revela que 64% dos evangélicos brasileiros desaprovam a gestão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). O índice representa o maior percentual de rejeição entre os principais segmentos religiosos analisados pela pesquisa.

Dentre os entrevistados que se identificam com denominações evangélicas, 30% afirmaram aprovar o governo e 6% não souberam ou preferiram não responder. Os números indicam a persistência de um distanciamento entre o Palácio do Planalto e um grupo religioso que tem ampliado sua influência demográfica e política no país .

Comparativo com católicos e população geral

Entre os católicos, a pesquisa mostra um cenário mais equilibrado. Aproximadamente 49% dos fiéis dessa religião desaprovam a administração federal, enquanto 45% aprovam. A diferença de quatro pontos percentuais contrasta com os 34 pontos registrados entre os evangélicos .

Considerando o conjunto da população brasileira, 51% dos entrevistados desaprovam a forma como o país vem sendo administrado, contra 43% que aprovam. Outros 6% não souberam ou preferiram não opinar .

Avaliação da gestão

Quando questionados sobre a qualidade da gestão federal, 33% dos brasileiros classificaram o governo como ótimo ou bom. Outros 29% consideram a administração regular, enquanto 40% avaliam como ruim ou péssima. O resultado mantém a percepção negativa como majoritária na opinião pública .

Metodologia

A pesquisa Ipsos-Ipec ouviu 2 mil pessoas em 131 municípios brasileiros entre os dias 5 e 9 de março. As entrevistas foram realizadas presencialmente. A margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou para menos, com intervalo de confiança de 95%, parâmetros considerados padrão para levantamentos de opinião pública de abrangência nacional .

Os dados reforçam a relevância do segmento evangélico no cenário político-eleitoral e indicam que a relação com esse grupo permanece como um dos principais desafios de comunicação e articulação política para o atual governo.





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