O clima é de entusiasmo. Flávio Bolsonaro parece ter superado as desconfianças e se consolida como o candidato, candidato viável, da direita. Prova disso são os números da mais recente pesquisa, ops, sondagem à Presidência. Mas, péra lá! [SOM DE DISCO ARRANHADO]. Quando é que a gente voltou a acreditar nas pesquisas eleitorais mesmo?
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Para você ver como o ser humano é um fascinante amontoado de incoerências e contradições. Até outro dia mesmo dizíamos que os institutos de pesquisa, todos eles, manipulavam números em desfavor dos candidatos de oposição. Mas agora, e só porque meu amigo Flávio está em primeiro lugar, mesmo que por uma diferença pequena, as pesquisas voltaram a ter credibilidade.
Estatística e alma humana
Mudou a metodologia? Não sei e não importa, desde que o candidato que amo esteja à frente do candidato que odeio. E o que vai acontecer se Flávio Bolsonaro começar a cair nas pesquisas? Aí é um complô. Tá na cara. É o Sistema agindo. Quem contratou a pesquisa? A quem interessam esses números divulgados no Jornal Nacional? Na minha família ninguém vai votar no Lula. Todo Uber que eu pego diz que vai votar no Flávio. Como pode?
Insondáveis são os mistérios da estatística e da alma humana, esta que busca desesperadamente a afirmação e a reafirmação de que está não só do lado certo, como principalmente do lado vencedor da história. O tempo todo. E que reage com agressividade à mera sugestão de quem ela possa estar errada e de que seja insuportavelmente e humanamente contraditória. O que nos traz… às urnas. É, as eletrônicas. Lembram dela? [PIRILILILI].
51% x 49%
Há quatro anos, nos digladiamos por causa das urnas. Reclamamos, berramos, esperneamos. Fomos chamados de negacionistas ou luditas, sei lá. Acho que teve até gente que foi presa ou no mínimo censurada. Como o Estado se recusasse a fazer algo a respeito, criamos teorias e mais teorias que apontavam para uma mesma e única culpada pela deterioração da confiança do brasileiro no sistema eleitoral: a urna eletrônica.
Sobre as quais, hoje, em parte por medo do TSE e em parte por causa das pesquisas favoráveis a Flávio Bolsonaro e aos pré-candidatos direitistas ao Senado, ninguém fala mais um “a”. As urnas eletrônicas que vão continuar assim, incontestes, e que talvez num futuro próximo sejam até celebradas como um verdadeiro avanço tecnológico e civilizacional.
A não ser, claro, que na hora decisiva entrem os votos do nordeste e o placar se inverta: 51% a 49%. Para eles. De novo.
noticia por : Gazeta do Povo


