quarta-feira, 18, março , 2026 01:17

Mauro Mendes classifica proposta de reduzir jornada de trabalho como “populismo em ano eleitoral”

MÁRCIA MATOS

VANESSA MORENO

O governador Mauro Mendes (União) classificou como “populismo em ano eleitoral” a proposta que visa reduzir a jornada de trabalho no Brasil. O chefe do Executivo estadual critica que a medida teria sérias consequências econômicas para todos.

“Preocupo quando vejo, em ano eleitoral, muitas medidas populistas sendo tomadas. Isso vai quebrar o país. Benza a Deus que eu esteja errado, mas não é uma profecia, nem desejo, mas enxergar o óbvio. (…) No final esses desacertos do Governo [Federal] quem paga a conta é o povo brasileiro”, ressaltou.

Pelo menos quatro propostas que pedem o fim da escala 6×1 tramitam no Congresso. A que vem ganhando mais destaque é a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 8/2025, de autoria da deputada federal Érika Hilton (PSol-SP), que prevê a redução da jornada de trabalho para quatro dias por semana, com três dias de descanso.

A PEC, no entanto, vem gerando uma série de discussões quanto ao impacto econômico em todo o país.

Um levantamento do Instituto de Pesquisa e Análise da Fecomércio-MT (IPF-MT) aponta que a mudança pode gerar um rombo mensal de R$ 1,4 bilhão apenas para os setores de comércio e serviços em Mato Grosso.

O impacto total na economia mato-grossense, considerando todos os setores, chegaria a R$ 2,2 bilhões por mês.

O estudo aponta que a medida atingiria 784,3 mil trabalhadores em Mato Grosso (65% dos celetistas), que hoje cumprem jornada superior a 40 horas.
Para manter as portas abertas com a nova carga horária, as empresas teriam um custo adicional de R$ 669,8 milhões no comércio e R$ 759,4 milhões nos serviços.

FONTE : ReporterMT