O padre Julio Lancellotti se encontrou na quarta (18) com os ministros do STF (Supremo Tribunal Federal) Alexandre de Moraes, Flávio Dino e Cármen Lúcia.
No encontro, eles conversaram sobre medidas para que as regras estabelecidas na ADPF (Arguição de descumprimento de preceito fundamental) 976 possam ser efetivamente obedecidas. Em 2023, o STF proibiu no âmbito da ação a remoção forçada de pessoas ou de seus pertences da rua.
Na mesma decisão, a corte decidiu também que os governos locais devem vedar as técnicas de arquitetura hostil às populações que estão na rua, assim como dificuldades para acessos a serviços e equipamentos públicos.
Na reunião, padre Júlio também disse que a ministra Cármen Lúcia demonstrou preocupação com a dificuldade que as pessoas que vivem na rua têm de obter o título de eleitor.
Ficou acertado que o religioso vai apresentar uma lista com sugestões de ações que podem ser adotadas sobre os dois assuntos.
“O encontro com os ministros foi muito bom, revigora a nossa energia”, disse padre Julio à coluna.
Ele contou que esteve em Brasília para uma reunião no Ministério da Educação sobre o Projeto Ler, iniciativa que promove ações de alfabetização e letramento com jovens e adultos em contextos de alta vulnerabilidade.
Moradores atendidos pelo projeto social encabeçado pelo padre Julio na Mooca, na zona leste de São Paulo, fizeram parte da ação realizada em uma parceria da pasta com a Unifesp e outras entidades.
No fim do ano passado, o cardeal arcebispo de São Paulo, dom Odilo Scherer, 76, determinou que padre Júlio não transmitisse mais missas ao vivo e suspendeu todas as suas atividades em redes sociais.
Além disso, a Arquidiocese de São Paulo ordenou uma auditoria financeira na paróquia de São Miguel Arcanjo, no bairro da Mooca, liderada pelo religioso há 40 anos.
com DIEGO ALEJANDRO, JULLIA GOUVEIA e KARINA MATIAS
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noticia por : UOL


