sexta-feira, 24, abril , 2026 04:06

Irã negocia construção de novas unidades de usina nuclear com a Rússia, diz mídia estatal


Esta imagem de satélite fornecida pela Maxar Technologies e tirada em 1º de janeiro de 2025 mostra os reatores de Bushehr, 1.200 quilômetros (750 milhas) ao sul de Teerã. Israel atacou o Irã em uma série de ataques aéreos em 13 de junho, atingindo 100 alvos, incluindo instalações nucleares e militares de Teerã, e matando o chefe do Estado-Maior das Forças Armadas, o chefe da Guarda Revolucionária do Irã e importantes cientistas nucleares.
AFP
O embaixador do Irã em Moscou, Kazem Jalali, afirmou que Teerã mantém negociações constantes com a Rússia para acelerar a construção e a conclusão das novas unidades da usina nuclear de Bushehr, segundo a agência de notícias semioficial iraniana Fars News Agency.
Em entrevista à agência de notícias estatal russa RIA Novosti nesta sexta-feira (24), Jalali disse esperar que o avanço das obras ocorra com mais rapidez e destacou que os dois países seguem em contato para garantir a continuidade do projeto.
“Estamos constantemente em contato e esperamos que sejam criadas condições para que os funcionários da Rosatom possam realizar seu trabalho”, afirmou.
➡️ Declaração ocorre em meio a um cessar-fogo que já dura duas semanas entre Irã e Estados Unidos. Uma das principais demandas do presidente dos EUA, Donald Trump, para o fim da guerra é o Irã abrir mão de seu programa nuclear.
A usina de Bushehr é o principal complexo nuclear em operação no Irã e depende da cooperação técnica da estatal russa Rosatom para a expansão de suas unidades.
Jalali também comentou a possibilidade de o Irã cobrar tarifas de embarcações que cruzam o Estreito de Ormuz e afirmou que países considerados aliados, como a Rússia, poderão receber isenções.
Segundo o diplomata, o Ministério das Relações Exteriores iraniano já trabalha para garantir essas exceções a nações classificadas por Teerã como “países amigos”.
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Usina já foi atacada antes
O regime do Irã acusou Israel e Estados Unidos de bombardearem áreas próximas à uma usina nuclear no início do mês. Autoridades do país afirmam que foi a quarta vez, desde o começo da guerra, que a área em volta da usina foi atingida por explosivos.
Um funcionário morreu e a Rússia, que dá apoio operacional ao complexo, determinou a retirada de quase 200 trabalhadores.
O governo iraniano acusa os Estados Unidos e Israel de estarem por trás do ataque.
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Em junho de 2025, a usina de Bushehr foi atacada diretamente, o que poderia ter causado uma catástrofe nuclear, alertou Conselho de Segurança da ONU o chefe da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA), Rafael Grossi. A fala ocorreu após afirmar que não foram detectadas emissões de radiação pelos bombardeios de Israel, mas o “perigo” existe.
Rafael Grossi, diretor da Agência Internacional de Energia Atômica, expressou profunda preocupação com o incidente. Disse que instalações nucleares não podem nunca ser atacadas e cobrou que, no local, as atividades militares sejam restritas.
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Fonte: G1