quinta-feira, 30, abril , 2026 12:58

Mendonça lamenta rejeição a Messias; Jornal vê ação de Moraes


O ministro André Mendonça lamentou a decisão do Senado em rejeitar a indicação de Jorge Messias ao Supremo Tribunal Federal em publicação nas redes sociais. Em resposta, um jornalista destacou que a conduta do indicado de Lula (PT) tem um histórico progressista.

“Respeito a decisão do Senado, mas não posso deixar de externar minha opinião. O Brasil perde a oportunidade de ter um grande ministro do Supremo. Messias é um homem de caráter, íntegro e que preenche os requisitos constitucionais para ser ministro do STF”, escreveu Mendonça no X.

Segundo o ministro, sua solidariedade foi expressa em público por uma questão de amizade: “Amigo verdadeiro não está presente nas festas; está presente nos momentos difíceis. Messias, saia dessa batalha de cabeça erguida. Você combateu o bom combate!
Deus o abençoe! Deus abençoe nosso Brasil!”, concluiu.

Em resposta, o jornalista Eli Vieira relembrou algumas das ações polêmicas de Jorge Messias enquanto advogado-geral da União: “Ele aprovou matar bebês de 22 semanas de gestação com uma agulha injetando solução salina no coração. Ele criou um Ministério da Verdade na AGU e perseguiu jornalistas, incluindo meu colega americano Michael Shellenberger”, protestou.

Em seguida, Vieira cobrou agilidade nas investigações que Mendonça tem conduzido: “Vá condenar seus colegas de STF pelas conexões com o Master”.

Trama

A jornalista Malu Gaspar, do jornal O Globo, informou que a rejeição do Senado a Jorge Messias foi articulada pelo ministro Alexandre de Moraes, como forma de rivalizar com o ministro André Mendonça:

A jornalista disse ter apurado junto a seis fontes ligadas ao STF, Congresso e outros atores políticos e jurídicos que “o ministro Alexandre de Moraes se engajou para fortalecer a articulação do senador Davi Alcolumbre contra Jorge Messias”.

A estratégia teria incluído o envio de emissários para influenciar senadores com processos no Supremo ou vínculos com aliados do ministro, reforçando a campanha por votos “não” e contribuindo para a derrota que também representou revés para André Mendonça.





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