sábado, 9, maio , 2026 11:56

Dólar fecha abaixo de R$ 4,90 pela 1ª vez em mais de dois anos, de olho em dados dos EUA e Oriente Médio




Entenda o que faz o preço do dólar subir ou cair
O dólar fechou a sessão desta sexta-feira (8) em queda de 0,59%, cotado a R$ 4,8942. Essa foi a primeira vez que a moeda fechou abaixo de R$ 4,90 desde 15 de janeiro de 2024 (R$ 4,8657). Já o Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, avançou 0,49%, aos 184.108 pontos.
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▶️ O mercado de petróleo voltou a ficar no radar dos investidores, após uma nova troca de ataques entre os Estados Unidos e o Irã levantar preocupações com a oferta global da commodity. Nesta sexta-feira, agências de notícias internacionais reportaram novos confrontos entre as forças armadas iranianas e embarcações americanas no Estreito de Ormuz e, mais cedo, o presidente Donald Trump afirmou que segue sem diálogo com o país do Oriente Médio.
Com a nova escalada das tensões, os preços do petróleo voltaram a subir no exterior. Por volta das 17h no horário de Brasília, o Brent (referência internacional) subia 0,53%, a US$ 100,59 por barril, enquanto o West Texas Intermediate (WTI), dos EUA, tinha alta de 0,12%, a US$ 94,92.
🔎 A alta do petróleo tende a beneficiar países produtores e exportadores da commodities — como o Brasil, por exemplo. Com expectativa de maior entrada de dólares via exportações, o real ganha força frente à moeda americana, o ajuda a pressionar o dólar para baixo.
▶️ Na agenda de indicadores, o destaque ficou com o payroll — principal relatório de emprego dos EUA. O país gerou 115 mil vagas de trabalho em abril, acima do esperado pelos analistas do mercado financeiro. Já a taxa de desemprego americana ficou estável em 4,3%, contrariando previsões de alta.
Os dados reforçaram a percepção de que a economia americana segue aquecida, cenário que pode levar o Federal Reserve (Fed, banco central dos EUA), a manter os juros elevados por mais tempo.
Veja abaixo mais detalhes do dia no mercado.
💲Dólar

a
Acumulado da semana: -1,16%;
Acumulado do mês: -1,16%;
Acumulado do ano: -10,83%.
📈Ibovespa

Acumulado da semana: -1,71%;
Acumulado do mês: -1,71%;
Acumulado do ano: +14,26%.
Tensão no Oriente Médio
A escalada das tensões entre EUA e Irã voltou a pressionar o mercado de petróleo nesta sexta-feira (8), após novos ataques registrados na região do Estreito de Ormuz, uma das rotas marítimas mais importantes para o transporte global de petróleo e combustíveis.
As Forças Armadas dos EUA afirmaram ter atacado petroleiros vazios que tentavam atravessar o bloqueio naval mantido por navios americanos na entrada do estreito. De acordo com os militares, os disparos atingiram as chaminés das embarcações para impedir que os navios seguissem em direção ao Irã.
Até a última atualização, Teerã não havia comentado oficialmente o episódio, embora a imprensa estatal iraniana tenha relatado explosões próximas ao estreito.
O novo episódio ocorre em meio a um cessar-fogo frágil entre os dois países e amplia as preocupações do mercado financeiro sobre possíveis impactos na oferta global de energia.
➡️ O Estreito de Ormuz é considerado estratégico porque concentra parte relevante do fluxo mundial de petróleo exportado por países do Oriente Médio.
➡️ Qualquer risco de interrupção na região costuma elevar os preços do petróleo, já que investidores temem dificuldades no transporte da commodity.
➡️ Com isso, aumentam também as preocupações com inflação e custos de energia em diferentes países.
Os reflexos já apareceram no mercado internacional. Por volta das 17h no horário de Brasília, o Brent (referência internacional) subia 0,53%, a US$ 100,59 por barril, enquanto o West Texas Intermediate (WTI), dos EUA, tinha alta de 0,12%, a US$ 94,92.
Mercados globais
As bolsas em Wall Street fecharam em alta nesta sexta-feira, com investidores atentos a dados mais fortes do mercado de trabalho americano.
O índice Dow Jones avançou 0,02%, enquanto o S&P 500 subiu 0,83% e o Nasdaq Composite — referência para empresas de tecnologia — teve alta de 1,71%.
Na Europa, o movimento foi oposto. As principais bolsas fecharam em queda, pressionadas pelas preocupações com juros elevados por mais tempo nos EUA e pelas tensões geopolíticas envolvendo o Oriente Médio.
O índice Stoxx 600, que reúne empresas de vários países europeus, recuou 0,7%, aos 612 pontos. Entre os principais mercados da região, a bolsa de Londres caiu 0,43%, enquanto Frankfurt recuou 1,32%. Em Paris, as perdas chegaram a 1,09%.
Na Ásia, os mercados encerraram o pregão em alta. Em Xangai, o principal índice da bolsa chinesa avançou 0,48%, aos 4.180 pontos. O CSI300, que reúne grandes empresas negociadas nas bolsas de Xangai e Shenzhen, também subiu 0,48%, aos 4.900 pontos.
Em Hong Kong, o índice Hang Seng teve alta de 1,57%, aos 26.626 pontos. Já no Japão, a bolsa de Tóquio registrou forte avanço, com o índice Nikkei saltando 5,58%, aos 62.833 pontos.
Notas de dólar.
Luisa Gonzalez/ Reuters



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