segunda-feira, 11, maio , 2026 12:51

dissidentes conhecem a Bíblia em abrigo cristão


Refugiados da Coreia do Norte que conseguem deixar o país têm encontrado abrigo em casas seguras mantidas pela Portas Abertas e por parceiros locais em regiões de trânsito clandestino. Nesses locais, muitos têm contato com a Bíblia pela primeira vez, após anos vivendo sob restrições severas impostas pelo regime norte-coreano ao cristianismo.

Segundo a organização, as rotas de fuga costumam envolver travessias ilegais de fronteira ou obtenção irregular de documentos e vistos. Nos últimos anos, o controle nas regiões fronteiriças foi ampliado, tornando as tentativas de saída mais difíceis e arriscadas.

Ao chegarem às casas seguras, os refugiados recebem alimentação, abrigo e atendimento básico. De acordo com a Portas Abertas, os locais também oferecem apoio espiritual e contato com a fé cristã fora do alcance imediato das autoridades norte-coreanas.

A organização afirma que muitos refugiados cresceram em um ambiente de forte controle ideológico, no qual o cristianismo é apresentado como ameaça ao Estado. Por esse motivo, o acesso às Escrituras costuma provocar impacto cultural e emocional entre os que chegam aos abrigos.

Segundo relatos compartilhados pela entidade, alguns refugiados passam a questionar informações recebidas durante a vida no país, enquanto outros mantêm dúvidas ou cautela diante do novo contato com a fé cristã.

A Portas Abertas também relata que o conhecimento adquirido durante a permanência nos abrigos pode representar risco para os refugiados em caso de detenção. Pessoas capturadas durante o trajeto ou devolvidas à Coreia do Norte podem ser interrogadas sobre vínculos com igrejas, missionários e leitura da Bíblia.

De acordo com a organização, autoridades norte-coreanas investigam possíveis contatos religiosos durante interrogatórios, e denúncias relacionadas ao cristianismo podem resultar em prisão, trabalhos forçados, tortura ou outras punições severas.

Apesar dos riscos, muitos refugiados optam por retornar ao país para reencontrar familiares deixados para trás. Segundo a Portas Abertas, essas pessoas normalmente não carregam materiais cristãos físicos durante o retorno, mas levam consigo o conteúdo aprendido nos abrigos.

“Cada vez que alguém estuda a Bíblia em uma casa segura, está fazendo uma escolha sobre o que levará consigo. Essa é a parte mais difícil do nosso trabalho”, afirmou um parceiro local da organização.

A Portas Abertas informou que mantém apoio aos refugiados por meio de casas seguras, assistência humanitária e acompanhamento espiritual realizado em parceria com cristãos locais.





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