A secretaria de Política Econômica do Ministério da Fazenda estimou nesta sexta-feira (29) que a atividade no Brasil deve crescer 2,3% neste ano, mantendo o patamar estimado na semana passada, após uma aceleração registrada no primeiro trimestre.
A pasta previu que o crescimento deverá desacelerar na margem no segundo e terceiro trimestres “com a dissipação do efeito de políticas públicas sendo parcialmente compensada pela redução do custo do crédito”. No quarto trimestre, é esperada uma retomada puxada pela indústria em meio à redução da taxa Selic.
O IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) informou nesta sexta que o PIB (Produto Interno Bruto) iniciou este ano em aceleração, com um crescimento de 1,1% no primeiro trimestre.
Já o Banco Central espera uma alta de 1,6% neste ano, em previsão feita em maio, enquanto a estimativa mais recente do boletim Focus indica que o mercado projeta o PIB de 1,89%.
Segundo a secretaria da Fazenda, o resultado do primeiro trimestre veio “marginalmente acima” do estimado pela pasta, mas com um deslocamento em relação à composição prevista.
“A indústria surpreendeu positivamente, ao passo que os serviços e a agropecuária ficaram levemente abaixo do esperado”, afirmou.
A secretaria apontou ainda que as exportações recuaram e as importações cresceram no período, indicando que “a absorção doméstica foi o principal motor do crescimento no período, compensando o setor externo”.
noticia por : UOL


