sexta-feira, 29, maio , 2026 04:01

Governo reafirma que soberania é “inegociável” e critica clã Bolsonaro


O governo federal divulgou nota nesta sexta-feira afirmando que a soberania nacional é inegociável.

Em referência à decisão dos Estados Unidos de classificar as facções Comando Vermelho e PCC como organizações terroristas, o Brasil diz que rejeita qualquer forma de interferência externa em seus assuntos internos.

Segundo o governo, o Brasil é um país soberano que tem travado o combate permanente contra o PCC, Comando Vermelho e demais facções e milícias que praticam terrorismo em territórios onde vivem milhões de famílias.

Mas que o terror causado por essas organizações busca obter lucro através do crime, especialmente o tráfico de drogas e armas, e não pode ser confundido com tipo de ação por motivos ideológicos, políticos e religiosos do terrorismo internacional.

A nota afirma ser deplorável que integrantes da família Bolsonaro viajem para os Estados Unidos para defender a intervenção estrangeira no Brasil, como já fizeram no tarifaço, que causou tantos danos ao país.

Nesta semana, Eduardo e Flávio Bolsonaro estiveram com presidente estadunidense Donald Trump e pediram que essas facções fossem classificadas como terroristas pelos norte-americanos.

O governo do Brasil afirma que a segurança da nossa população é importante demais para ser manipulada politicamente por traidores, falsos patriotas que estão envolvidos com crime organizado e pedem a autoridades estrangeiras a interferência em assuntos brasileiros.

Segundo a nota, enfrentar essas organizações criminosas é e continua sendo a prioridade do Estado brasileiro, e que o governo aprovou recentemente uma lei de combate às facções e milícias, e que conduz um programa de combate ao crime organizado em seus braços armados nas esquinas até o seu andar de cima.

Para o governo, quem define como o crime deve ser classificado e combatido dentro do Brasil são os brasileiros, suas instituições, suas leis e suas forças de segurança, e que qualquer colaboração internacional será bem-vinda, mas não será aceito o uso de medidas arbitrárias vindas do estrangeiro como pretexto para atacar nossa soberania e nossa economia.




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