Os ministros do TCU afirmam que o pedido do senador se sustenta apenas em notícias da imprensa. Por causa disso, a corte rejeitou a abertura de um processo sobre o caso em acórdão publicado em 26 de maio. A informação só veio a público hoje em reportagem do Metrópoles confirmada pelo UOL.
A peça inicial não apresenta indícios mínimos suficientes de irregularidade ou ilegalidade, pois se fundamenta essencialmente em matérias jornalísticas, desacompanhadas de documentos aptos a individualizar fatos, identificar procedimentos licitatórios ou contratos específicos e delimitar eventuais responsabilidades
Trecho do acórdão
A decisão do tribunal de contas não interfere no inquérito conduzido pela Polícia Federal. Os investigadores continuam a apurar se a ex-nora do presidente usou o nome de Lula para obter reuniões em Brasília e liberação de verba para a companhia.
Os advogados de Carla Ariane não se manifestam. Essa tem sido a estratégia da defesa desde as primeiras fases da Operação Coffe Break, deflagrada no final do ano passado. Eles negam as acusações, mas não entram em detalhes.
O Ministério da Educação já havia dito em nota que “não tem nenhuma relação com a operação policial e não pretende se manifestar sobre o assunto”. O MEC também não comentou o motivo de Carla Ariane ter sido recebida no prédio do ministério, em Brasília, em uma reunião fora da agenda em 12 de julho de 2024. Procurado novamente, a pasta não se manifestou até a publicação deste texto.
A investigação
Na agenda do dono da Life, Carla é chamada de “nora”. Só no município de Sumaré (SP), foram repassados à empresa cerca de R$ 52 milhões entre 2021 e 2023, parte sob governo Jair Bolsonaro (PL) e parte sob Lula), com dinheiro do Fundeb (Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica). Ela teria continuado recebendo pagamentos em 2024.
noticia por : UOL


