quinta-feira, 11, junho , 2026 04:43

Policial penal que matou enteado em Cuiabá é solto; juíza vê indícios de legítima defesa

EDUARDA FERNANDES

DO REPÓRTERMT

O policial penal Emerson Jeremias de Matos, de 50 anos, preso em flagrante após matar o enteado Atlas Iury da Silva Santos, de 21 anos, com um tiro no rosto na manhã dessa quarta-feira (10), em Cuiabá, foi colocado em liberdade após passar por audiência de custódia na tarde de hoje (11).

A decisão é da juíza Mônica Catarina Perri Siqueira, da 12ª Vara Criminal de Cuiabá, que homologou a prisão em flagrante, mas concedeu alvará de soltura ao investigado. 

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Na decisão, a magistrada destacou que existem indícios de possível legítima defesa, versão apresentada por Emerson em depoimento à Polícia Civil e que ainda será analisada durante o andamento das investigações.

Apesar da soltura, a juíza impôs medidas cautelares ao policial penal. Ele deverá comparecer a todos os atos do processo, informar previamente qualquer mudança de endereço e permanecer com o porte de arma suspenso enquanto a investigação estiver em andamento.

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Em depoimento prestado à Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), Emerson afirmou que foi até a residência para buscar a companheira para o trabalho quando encontrou Atlas exaltado. Segundo ele, o enteado teria avançado em sua direção armado com uma faca após uma discussão.

O policial relatou que efetuou um primeiro disparo para tentar impedir a aproximação do jovem, mas não o atingiu. Em seguida, os dois teriam entrado em luta corporal e, durante o confronto, ocorreu o disparo que matou Atlas.

A versão, no entanto, é contestada por elementos observados inicialmente pela Polícia Civil. O delegado Nilson Farias afirmou que a cena do crime não apresentava sinais evidentes de luta corporal. Além disso, a faca que, segundo o policial, estaria com a vítima foi encontrada distante do corpo.

A investigação segue em andamento. A Polícia Civil ainda aguarda laudos periciais e continua ouvindo testemunhas para esclarecer a dinâmica do caso.

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FONTE : ReporterMT