terça-feira, 30, junho , 2026 08:13

Terremotos na Venezuela: sistema de saúde está pressionado, caótico e com superlotação, diz OMS

Hospital lotado na Venezuela trata pacientes até no estacionamento após terremoto
O sistema de saúde da Venezuela está sob forte pressão, afirmou a Organização Mundial da Saúde nesta terça-feira, com alguns hospitais danificados e outros sem pessoal após os terremotos mortais ocorridos na semana passada.
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Mais de 1.700 pessoas morreram e 5.000 ficaram feridas depois que centenas de edifícios foram destruídos ou danificados pelos tremores consecutivos de magnitude 7,2 e 7,5.
Pelo menos três unidades de saúde estão gravemente danificadas e outras seis estão danificadas ou funcionando apenas parcialmente, disse o porta-voz da OMS, Christian Lindmeier, em uma coletiva de imprensa em Genebra.
“Os demais permanecem operacionais (mas) sob forte pressão”, afirmou, referindo-se a um levantamento de 21 unidades de saúde. “Constatações preliminares revelam prestação de serviços caótica e fluxo de pacientes desorganizado, marcado por superlotação e aumento do acúmulo de cirurgias”, acrescentou.
Vários profissionais de saúde especializados em atendimento materno na região de La Guaira continuam desaparecidos, disse ele, criando o que classificou como uma lacuna crítica no atendimento obstétrico.
As milhares de pessoas deslocadas pelos terremotos também correm risco de surtos de doenças como febre amarela e dengue, especialmente devido à cobertura vacinal relativamente baixa, afirmou.
Milhares de mortos e feridos em terremotos históricos
O número de mortos pelo terremoto duplo que atingiu a Venezuela subiu para 1.719, segundo balanço divulgado às 15h desta segunda-feira (29) pelo governo venezuelano.
A quantidade de feridos é de 5.034 e há 15.866 pessoas fora de suas casas. O governo diz também que 22.619 pessoas receberam atendimento em hospitais decorrentes de ferimentos. O balanço é provisório e esses números tendem a aumentar.
➡️ Na noite de quarta-feira (24), dois terremotos em sequência atingiram a região norte do país, onde fica Caracas. Além das mortes, os tremores derrubaram prédios e deixaram um rastro de destruição na capital venezuelana e arredores. Os sismos foram os mais fortes no país em mais de 100 anos.
Uma projeção da Organização Internacional para as Migrações (OIM) da Organização das Nações Unidas (ONU) estimou que mais de 6 milhões de pessoas podem ter sido afetadas pelos tremores.
A entidade estima também que 50 mil pessoas possam estar desaparecidas no total.
Os locais mais atingidos ficam no litoral da porção leste do país, sendo La Guaira a cidade que mais sofreu danos. A região do desastre inclui também Caracas e Maiquetía, onde fica o Aeroporto Internacional Simón Bolívar, a principal porta de entrada do país, o qual permanece fechado até segunda ordem. Outros aeroportos internacionais, como o de Valencia, foram reabertos.
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Fonte: G1