sexta-feira, 10, julho , 2026 11:15

Advogado relata agressão de PM e teve carteira recusada: 'Falou que era IA'

A partir daí, teria começado um bate-boca. “Esse tenente veio para cima de novo, começou a me atacar, falar coisas indevidas, que ia me multar e apreender minha caminhonete porque eu estava embriagado, sendo que meu filho estava dirigindo e eu não estava embriagado”, afirmou.

Marco conta que o policial revistou a caminhonete. “Falei para parar, que se não, ele sem farda, eu ia mostrar o que é ser homem. Ele veio para cima de mim e começou a dar socos, oito ou nove militares, a mim e meu filho”, relatou.

OAB-SP disse que documento digital tem a mesma validade da credencial física. “A recusa em reconhecer o documento e a conduta relatada na sequência — que inclui agressão física, algemamento e contenção no solo, com ferimentos graves visíveis ao advogado — configuram, em tese, grave violação às prerrogativas profissionais”, disse a Ordem dos Advogados do estado em comunicado público.

Órgão disse que adotou medidas institucionais para assegurar assistência ao profissional e apuração do ocorrido. “Depois de 20 anos de profissão, nunca tinha passado por isso, sempre fui muito bem tratado respeitado no meio. É um policial totalmente despreparado”, disse Marco.

Versão policial fala em desacato e resistência à abordagem. Segundo a EPTV, os policiais dizem no boletim de ocorrência do caso que Marco Antônio teria ofendido a equipe com palavras de baixo calão, que ele recebeu voz de prisão por desacato, resistiu à abordagem e precisou ser algemado. O UOL solicitou um posicionamento da Polícia Militar de São Paulo, mas não teve retorno ainda. O espaço será atualizado se houver resposta.

noticia por : UOL