segunda-feira, 13, julho , 2026 08:22

O que é a “Dieta da Bíblia”, cada vez mais popular entre os conservadores

Na tradição bíblica, ter uma vida longa era algo relativamente comum principalmente no período relatado no Antigo Testamento. Moisés, por exemplo, viveu 120 anos segundo o livro de Deuteronômio. Isaque e seu pai, Abraão, viveram 180 e 175 anos, respectivamente, pelo que conta o Gênesis.

A expectativa de vida média do brasileiro, segundo os dados mais recentes do IBGE, é de pouco mais de 76 anos. Entre as brasileiras é um pouco maior, cerca de 80 anos, e ainda assim abaixo da média bíblica. Qual seria a explicação para a discrepância entre os tempos de hoje e os de Moisés?

Para Jordan Rubin, autor de livros como “A Dieta do Criador”, a resposta está na alimentação. Ele — um cristão de origem judaica — é um dos maiores expoentes do que vem sendo conhecido como a “Dieta da Bíblia”, uma forte corrente conservadora que privilegia o consumo de alimentos e o preparo de receitas de acordo com as Sagradas Escrituras.

A base dessa alimentação são os alimentos citados na Bíblia, como sardinhas e peixes frescos, azeite de oliva, pão com fermentação natural, mel, carne de cordeiro, grãos, sementes e frutas. Nada de alimentos ultraprocessados, adoçantes “artificiais”, como o açúcar refinado e carne e derivados de porco, por exemplo.