Em lágrimas, o técnico argentino Lionel Scaloni se despediu desta Copa do Mundo nos Estados Unidos após a derrota para a Espanha na final deste domingo (19) e colocou em dúvida seu futuro na seleção.
Durante breves comentários à imprensa, o argentino de 48 anos se emocionou nas perguntas finais e deixou o espaço rapidamente após aplausos de jornalistas argentinos. “Estamos tristes, não pudemos ganhar, mas agradeço enormemente a todo o público”, disse ele.
Falou, também, sobre os ensinamentos de uma derrota, após reconhecer o desempenho da Espanha, que venceu por 1 a 0, na prorrogação. “Isso também pode fortalecer a todo o país. É difícil que as pessoas desfrutem de um vice-campeonato igual e que saibamos que se trata de uma vitória também.”
Seguiu: “Eu já chorei tudo o que tinha para chorar no vestiário, e a verdade é que tenho que agradecer a esse time, porque eles foram verdadeiros guerreiros.”
Questionado sobre o futuro do camisa 10 Lionel Messi, que vinha indicando a possibilidade de enfim se aposentar da seleção aos 39 anos, disse que não poderia falar com ele, a quem chamou de “o maior jogador que já pisou em um campo de futebol“.
Já sobre ele próprio, Scaloni disse que ainda vai conversar com a confederação argentina. “Eu tenho mais ou menos uma ideia do que quero fazer, concluir o contrato [que finda no final deste ano], e depois vejo.”
“A verdade é que também sinto a necessidade de pensar, porque já não sei se poderei fazer algo tão majestoso como isso. Esse lugar é maravilhoso.”
Scaloni reconheceu que houve um “desgaste enorme” na equipe que lidera. “Esses meninos chegaram a essa partida da melhor maneira possível, deram até o último esforço. Mas, contra uma equipe como essa [Espanha], se você não chega nas melhores condições, pode perder.”
“A verdade é que fomos superando obstáculos de forma incrível neste mundial”, acrescentou. “Mas hoje se somaram muitas coisas. A primeira, que o rival joga inquestionavelmente bem. Depois, muitos fatores que forçaram mudanças na equipe, lesões, expulsões. Não pude fazer as mudanças que achávamos necessárias se fossem possíveis.”
noticia por : UOL



