O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) desejou neste domingo (2) melhoras para a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL), que não compareceu ao evento de convenção do PL do Distrito Federal após relatar crises de enxaqueca.
Michelle foi oficializada pré-candidata ao Senado pelo Distrito Federal. Ela, contudo, não participou do anúncio, frustrando as expectativas de seu primeiro ato público ao lado de Flávio, após aceitar as desculpas do candidato em meio ao racha na família Bolsonaro —exposto quando divulgou vídeo em que disse ter sido humilhada e maltratada pelo enteado.
“E eu quero desejar aqui melhoras para Michelle, que ela se recupere rápido. Há pouco tempo nossa filha também teve essas enxaquecas fortes e fez o mesmo tratamento”, disse.
Na ocasião, ele destacou que a eleição de Michelle e Bia Kicis (PL-DF) é fundamental para formar um Senado forte, o que, segundo ele, fará com que os ministros do STF (Supremo Tribunal Federal) voltem a respeitar a Constituição Federal.
“As duas senadoras de Brasília, que eu peço para Brasília colocarem lá no Senado, para nos ajudar no Congresso Nacional a resgatar a nossa democracia. Porque com um Senado forte nós vamos fazer com que ministros do Supremo voltem a respeitar a Constituição Federal. Nós vamos fazer uma anistia ampla, geral e restrita aos perseguidos do 8 de Janeiro”, disse.
Dirigentes do PL dizem esperar que Michelle entre na campanha de Flávio.
Em julho, após quase um mês de rompimento público, a ex-primeira-dama e o senador fizeram gestos de reconciliação após um acordo articulado pelo presidente do PL, Valdemar Costa Neto, para estancar uma das crises que atingem a campanha do presidenciável.
Depois de Flávio publicar um novo pedido de desculpas em suas redes, Michelle respondeu com um vídeo em que diz aceitar as desculpas. A ex-primeira-dama indicou ainda que vai trabalhar pela eleição do enteado à Presidência da República.
Na ocasião, ela falou em sentar e conversar com o presidenciável. Esse encontro, porém, não foi marcado, segundo interlocutores de ambos.
A reconciliação entre Flávio e Michelle vinha sendo articulada há semanas por Valdemar e por duas amigas da ex-primeira-dama —a senadora Damares Alves (Republicanos-DF) e a governadora Celina Leão (PP-DF), a quem ela agradece na gravação.
Segundo Valdemar, a briga entre Flávio e Michelle estava “atrapalhando muito a campanha”. A expectativa dele é que a reconciliação ajude o PL na busca de coligações com siglas aliadas. O dirigente disse que, com a direita desunida, “o pessoal fica sem confiança” para apoiar Flávio.
noticia por : UOL



