terça-feira, 4, agosto , 2026 06:59

Como a Cacique Cobra Coral virou “consultora” de governos prometendo controlar o clima

Um vendaval matou três pessoas no Rio de Janeiro na última quarta-feira (29). Dias depois, a Fundação Cacique Cobra Coral (FCCC), entidade que afirma controlar fenômenos climáticos por meio de uma médium, veio a público para fazer um anúncio bizarro: eles poderiam ter evitado a tragédia, mas preferiram não agir.

O motivo? O convênio gratuito que a FCCC mantinha com a prefeitura carioca expirou depois de 25 anos e não foi renovado. Segundo o autointitulado porta-voz da fundação, Osmar Santos, “o povo é que pagou o preço dessa omissão”. “Eles [os políticos] precisam entender que não precisamos deles. Eles que precisam de nós”, disse Santos ao jornal Folha de S. Paulo.

Dias antes, a Cacique Cobra Coral ganhou destaque na imprensa por suspender sua “assistência climática” à Argentina (país, de acordo com o grupo, atendido desde os anos 80). O cancelamento foi uma resposta às críticas duras de Javier Milei ao presidente Lula.

Em 2025, a entidade também anunciou o cancelamento parcial dos serviços prestados aos Estados Unidos, em retaliação às tarifas impostas pelo governo de Donald Trump a produtos brasileiros. A FCCC afirmou que os americanos ficariam “por sua conta e risco” diante de uma temporada de furacões e tornados.