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A inteligência artificial poderia permitir que os países em desenvolvimento alcançassem um século de avanço em uma década, caso tomem medidas rápidas para suprir as lacunas em energia, conectividade e qualificação profissional, afirmou o Banco Mundial em um relatório divulgado nesta terça-feira (04)
A perda generalizada de empregos devido à IA também representa uma ameaça menor para as economias emergentes, concluiu o relatório, acrescentando que as economias em desenvolvimento têm mais a ganhar e menos a temer do que as nações mais ricas.
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“A IA lançou uma tábua de salvação às economias em desenvolvimento, e elas devem aproveitá-la”, afirmou Indermit Gill, economista-chefe do Banco Mundial, em comunicado que acompanha o relatório.
Empresas em todo o mundo estão gastando bilhões para aproveitar a revolução da IA que se aproxima, enquanto os governos se esforçam para garantir que seus países colham os benefícios.
Banco mundial
Divulgação
Para muitas empresas e países, o desafio será construir centros de dados — que consomem muita energia — e encontrar fontes de geração energética para sustentá-los. Mas Gill afirmou que as economias emergentes não precisam de recursos vultosos nem de grandes modelos de linguagem personalizados para se beneficiarem.
“Ao adaptar ferramentas de IA pequenas e de baixo custo às condições locais, elas podem colocar melhores cuidados médicos, educação, serviços judiciais e extensão agrícola ao alcance de milhões de pessoas”, disse Gill.
Profissionais de saúde poderão usar a IA para agilizar diagnósticos, professores para aprimorar planos de aula e agricultores para determinar o que plantar e quando.
O Fundo Monetário Internacional (FMI) afirmou que a IA poderia impulsionar a economia da África Subsaariana em cerca de 4% na próxima década, sob as circunstâncias certas.
Menos empregos em risco mas com grandes desafios
A IA generativa tem três vezes mais chances de ameaçar empregos em países ricos, onde 14,2% dos empregos estão em risco, do que em países de baixa e média renda, onde 4,5% estão expostos, segundo o relatório.
A proporção de empregos que devem se beneficiar de ganhos significativos de produtividade também é semelhante: 16,2% nas economias em desenvolvimento e 18,7% nos países de alta renda.
O relatório afirma que os governos devem melhorar o acesso à eletricidade e à internet, aprimorar as habilidades digitais e ampliar o acesso a smartphones e dispositivos de computação.
Ele alertou, no entanto, que a IA poderia trazer “maior desigualdade de renda, desinformação mais dissimulada e repressão política”.
Mas o custo de ficar de fora seria grave, segundo o Banco Mundial.
“As economias em desenvolvimento de hoje perderam a primeira Revolução Industrial e passaram os dois séculos seguintes pagando o preço”, disse Gill. “Elas não podem se dar ao luxo de perder esta.”
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IA pode acelerar desenvolvimento de países emergentes, diz Banco Mundial



