quinta-feira, 13, agosto , 2026 02:41

Departamento de Estado dos EUA nega planos para impedir reeleição de Lula


Marco Rubio faz discurso de abertura durante um evento intitulado “Ministerial sobre o ressurgimento do terrorismo político” no Departamento de Estado dos EUA em 16 de julho de 2026, em Washington
BRENDAN SMIALOWSKI / AFP
O Departamento de Estado dos Estados Unidos negou ao g1 nesta quinta-feira (13) ter um plano para impedir a reeleição do presidente Lula, e afirmou que respeitará “qualquer governo” que for eleito em outubro.
✅ Siga o canal de notícias internacionais do g1 no WhatsApp
Perguntado se o secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, teria um plano para evitar a reeleição do presidente brasileiro, uma fonte do órgão norte-americano afirmou ao g1 que essa convicção da equipe de Lula —revelada pelo blog do Valdo Cruz na quarta— não corresponde à realidade.
“Damos grande importância à relação com o Brasil. Respeitamos o povo brasileiro e qualquer governo que eles escolham livremente, por meio de eleições livres e justas no Brasil. E nós [EUA] temos respeitado e mantido relações com governos de ambos os lados do espectro político no Brasil, e tivemos relações muito bem-sucedidas com eles”, afirmou a autoridade, sem mencionar explicitamente o nome de Rubio.
Apesar da negativa, o condicional “eleições livres e justas” remete a falas anteriores do governo Trump para questionar pleitos em outros países, o que deixaria uma brecha para descreditar o resultado da eleição brasileira. O sistema eleitoral brasileiro, por sua vez, é comprovadamente livre e as urnas eletrônicas são seguras, segundo o Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
Segundo assessores de Lula, a sensação de que Rubio teria um plano dessa natureza foi reforçada depois que o governo Trump divulgou vídeo dizendo que o domínio dos EUA em toda a América “nunca mais será questionado”.
Agora no g1
O Brasil e os Estados Unidos enfrentam uma fase de crise diplomática em meio à aproximação das eleições presidenciais, marcadas para o primeiro e terceiro finais de semana de outubro. Entre os fatores que estremeceram as relações entre os dois países nas últimas semanas estão:
Uma montagem de Lula algemado e vendado no lugar do ex-ditador venezuelano Nicolás Maduro, que foi preso pelos EUA em janeiro;
Sanções contra autoridades brasileiras, como o cancelamento do visto da embaixadora brasileira em Washington, e em 2025 com a aplicação da Lei Magnitsky ao ministro Alexandre de Moraes;
Sucessivos tarifaços contra o Brasil e produtos brasileiros;
Rubio é tido como uma das principais autoridades do segundo mandato de Donald Trump e a mente por trás da nova etapa da Doutrina Monroe que os EUA buscam aplicar no Hemisfério Ocidental para dominar a América Latina —sob ameaça de uso de militar para quem não coopere.
Em alguns momentos, o secretário de Estado também tem adotado um posicionamento mais inflamatório, como quando trocou farpas com Lula.
Esta reportagem está em atualização.
source
Fonte: G1