domingo, 16, agosto , 2026 04:36

Como China, Rússia, Irã e Coreia do Norte atuam contra cristãos


Os regimes da China, Rússia, Irã e Coreia do Norte estão se unindo em uma aliança que visa reprimir a prática do cristianismo em seus países. Essa colaboração se manifesta em diversas formas de perseguição religiosa.

Contexto da repressão religiosa

A China considera a fé em Cristo como uma teologia “cultista” e impõe severas restrições à prática religiosa. Na Rússia, os cristãos precisam obter aprovação do estado para realizar atividades de evangelização, frequentemente enfrentando negativas. O Irã, por sua vez, utiliza uma rede de vigilância digital para intensificar a repressão aos cristãos. Já na Coreia do Norte, a simples posse de uma Bíblia pode resultar em punições severas, incluindo o encarceramento de até três gerações da família do cristão.

Aliança tecnológica e ideológica

Esses padrões de opressão, embora pareçam desconectados, estão interligados por uma aliança tecnológica e ideológica contra o cristianismo. Em um novo livro intitulado “Eixo dos Agressors: Combatendo a Cooperação de China, Rússia, Irã e Coreia do Norte”, os autores Bradley Bowman, Elaine Dezenski e Mark Montgomery documentam como esses países autoritários estão cooperando em domínios econômico, cibernético, tecnológico e militar, o que não apenas ameaça a segurança dos Estados Unidos, mas também reforça a repressão interna.

O conceito de extremismo

Durante a cúpula da Organização de Cooperação de Xangai (SCO) em 2017, a China e a Rússia, com a presença do Irã como observador, ampliaram a definição de “extremismo” para incluir categorias legalmente ambíguas de “ideologia e prática”. Essa mudança contrasta com a Convenção de Xangai de 2001, que definia extremismo de forma objetiva, focando em atos de violência. A nova terminologia oferece aos governos membros maior liberdade legal para suprimir a religião, mesmo na ausência de atividades violentas ou criminosas.



Source link