quarta-feira, 19, agosto , 2026 08:11

Estudo: maioria dos evangélicos dá nota C à sua vida espiritual


Uma nova pesquisa realizada com 1.000 evangélicos nos Estados Unidos revelou que, em média, os participantes avaliam suas vidas espirituais com uma nota equivalente a C+, ou 2,42 em uma escala de 0 a 4. O estudo, intitulado “The Spiritual Report Card: Perception vs. Practice Among Evangelicals”, foi conduzido pela Infinity Concepts e Grey Matter Research.

Resultados da pesquisa

A pesquisa pediu aos participantes que se avaliassem em 12 áreas, incluindo oração, conhecimento bíblico, leitura da Bíblia, dízimo, doações, trabalho voluntário, frequência à igreja, adoração, relacionamentos cristãos, evangelismo, envolvimento em ministérios e seu relacionamento geral com Deus. Apenas 12% dos entrevistados se deram uma nota média de A. Em contrapartida, 16% se avaliaram com D+ ou abaixo, sendo que 2% atribuíram a si mesmos uma nota de reprovação.

Comportamento e autoavaliação

Um dos achados mais notáveis do estudo foi a correlação entre a autoavaliação dos evangélicos e seu comportamento real. Ron Sellers, presidente da Grey Matter Research, comentou que a sincronia entre percepção e prática foi inesperada. “Quando alguns evangélicos dizem que estão lutando espiritualmente, geralmente não estão sendo excessivamente críticos — estão sendo honestos”, afirmou Sellers. “O que nos surpreendeu não foi que os cristãos reconhecem suas fraquezas, mas que suas autoavaliações frequentemente se sincronizam com seu comportamento. No entanto, também vemos que reconhecer o problema não necessariamente resulta em mudanças significativas.”

Áreas de destaque

Os dados mostraram que a correlação se manifestou de forma consistente em várias categorias. Entre aqueles que se deram uma nota A em leitura da Bíblia, a grande maioria relatou ler as Escrituras diariamente. Por outro lado, entre os que se avaliaram com nota F na mesma categoria, poucos relataram abrir a Bíblia. A frequência à igreja seguiu um padrão semelhante: 92% dos que se deram nota A em frequência afirmaram participar de cultos presenciais semanalmente ou com mais frequência, em comparação com apenas 7% dos que se avaliaram com F.

As áreas em que as autoavaliações pareceram superar o comportamento real foram conhecimento bíblico e doações financeiras. Os entrevistados classificaram a oração e seu relacionamento geral com Deus como suas áreas mais fortes, enquanto evangelismo e generosidade financeira — tanto doações quanto dízimos — foram avaliados como as mais fracas.



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