Nos últimos anos, líderes evangélicos têm expressado preocupação com a dificuldade de muitos cristãos em distinguir entre o Antigo e o Novo Testamento. Essa situação reflete uma crise mais ampla na educação bíblica nas igrejas, com implicações significativas para a vida espiritual dos fiéis.
O impacto da falta de conhecimento bíblico
A dificuldade em localizar livros bíblicos e construir argumentos fundamentados na Palavra é um reflexo de uma compreensão superficial das Escrituras. A sociedade contemporânea, marcada pelo consumo de vídeos rápidos e textos curtos, tem contribuído para um conhecimento fragmentado da Bíblia, afetando a profundidade do aprendizado e a capacidade de aplicar os princípios bíblicos de forma eficaz.
Consequências da educação bíblica deficiente
Além da dificuldade em distinguir entre os testamentos, a falta de um estudo aprofundado das Escrituras pode comprometer a habilidade dos cristãos de discernir falsas doutrinas e identificar falsos profetas. A passagem de Efésios 4:14 alerta: “para que não sejamos mais meninos, agitados de um lado para o outro e levados ao redor por todo o vento de doutrina, pela cilada dos homens, pela astúcia com que para enganar, fraudulentamente, tratam.”
Negligência na educação bíblica
José Ernesto Conti, pastor da Igreja Congregação Presbiteriana Água Viva, aponta que uma das principais razões para essa dificuldade é a mudança de prioridades dentro das igrejas. Segundo ele, “nos últimos 30 anos, a igreja evangélica tem colocado em segundo plano a educação bíblica, priorizando outras atividades.”



