Rami Fadayel, um cristão palestino da região de Ramallah, foi libertado no dia 20 de agosto após 32 meses de detenção sem acusação ou julgamento. Durante sua prisão, ele não teve acesso a uma Bíblia em árabe até um dia antes de sua soltura.
Detenção e condições de prisão
Fadayel foi mantido em uma prisão israelense, onde enfrentou condições extremamente difíceis. Ele relatou que a comida era racionada e que as agressões físicas eram uma ocorrência diária. Além disso, ele não teve permissão para usar lâminas de barbear.
Em junho, quase dois meses após uma decisão judicial que permitiu o acesso a uma Bíblia, ele recebeu uma Torá em hebraico, apesar de ter apenas conhecimento básico do idioma. Em julho, essa Bíblia hebraica foi confiscada quando ele foi transferido para outra seção da prisão de Beersheva.
Intervenções legais
O advogado Rami Saleh, diretor do Centro de Assistência Jurídica e Direitos Humanos de Jerusalém, começou a intervir legalmente em dezembro, solicitando acesso à Bíblia e a um sacerdote. Ele afirmou que, de acordo com a fé cristã, um cristão deve receber o sacramento de um sacerdote ordenado e ter a oportunidade de confessar pelo menos uma vez por ano.
Após meses de intervenções, o JLAC finalmente obteve aprovação judicial para fornecer uma Bíblia a Fadayel em agosto, um dia antes de sua liberação, quando sua detenção administrativa foi encerrada.
Reações e significados
Fadayel expressou sua gratidão ao receber a Bíblia, citando seu versículo favorito: “O homem não viverá só de pão, mas de toda palavra que sai da boca de Deus” (Mateus 4:4). O Bispo William Shomali, do Patriarcado Latino de Jerusalém, afirmou que fornecer uma Bíblia a um prisioneiro e visitá-lo é parte da crença cristã, destacando que Jesus falou sobre a importância de visitar os encarcerados.
“O Senhor Jesus especificamente falou sobre a necessidade de visitar os prisioneiros”, disse o bispo, referindo-se a Mateus 25:31-46, onde Jesus enfatiza que visitar prisioneiros é um ato de serviço a Ele.



