quarta-feira, 26, agosto , 2026 01:15

Movimento pede investigação contra Tarcísio por ida a igreja


A Associação Movimento Brasil Laico solicitou ao Ministério Público Eleitoral de São Paulo a abertura de investigação contra Tarcísio de Freitas por suposta propaganda eleitoral irregular dentro de uma igreja. O pedido também abrange candidatos ao Senado e dirigentes da Igreja Evangélica Assembleia de Deus Ministério do Belém.

O que aconteceu

O episódio ocorreu em 17 de agosto, em um templo da Assembleia de Deus na zona leste de São Paulo, durante um evento que reuniu cerca de 2,5 mil pessoas. Tarcísio de Freitas participou do encontro, onde leu um trecho da Bíblia e pediu orações para que “Deus abra os caminhos”. Além disso, ele esteve em uma reunião com obreiros ao lado dos candidatos ao Senado, Guilherme Derrite e André do Prado.

Derrite discursou no evento e afirmou que poderia pedir votos, mas optou por solicitar orações. O candidato agradeceu à atuação da igreja e declarou ter colocado sua vida “nas mãos de Deus” para cumprir uma missão.

Acusações do Movimento Brasil Laico

De acordo com o Movimento Brasil Laico, as manifestações de Tarcísio e dos candidatos configurariam um pedido indireto de votos e proporcionariam uma exposição eleitoral privilegiada. A associação argumenta que a utilização do espaço religioso poderia ser caracterizada como propaganda eleitoral em bem de uso comum e como doação estimável em dinheiro, o que é vedado às igrejas.

A entidade também aponta possíveis práticas de abuso de poder político e econômico. Na avaliação apresentada ao Ministério Público, a liberdade religiosa não impede a aplicação das regras eleitorais quando atividades realizadas em templos são utilizadas para promover candidaturas.

Consequências possíveis

O Movimento Brasil Laico defende que a proibição busca preservar a igualdade entre os concorrentes e impedir que a influência exercida por lideranças religiosas seja empregada como vantagem eleitoral. A associação afirma que Tarcísio poderia ficar inelegível por oito anos caso as acusações sejam confirmadas.



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