sexta-feira, 28, agosto , 2026 11:19

Candidatos ao Planalto registram propostas de governo polêmicas e inviáveis

A corrida pela Presidência da República em 2026 revela um cardápio variado de promessas oficiais que desafiam a viabilidade econômica e jurídica do Brasil. Candidatos de diferentes espectros políticos protocolaram no sistema da Justiça Eleitoral metas que vão desde a estatização de aplicativos de transporte até a extinção do Senado Federal, levantando dúvidas sobre os impactos reais no país.

Quais são as propostas mais radicais para a economia brasileira nesta eleição

Entre as medidas sugeridas pelos candidatos Samara (UP) e Hertz Dias (PSTU), destaca-se a proposta de dobrar o valor do salário mínimo atual. Embora pareça benéfica para o trabalhador, a medida é vista com cautela por especialistas, pois um aumento súbito de 100% elevaria drasticamente os custos de produção, gerando uma disparada na inflação que corroeria o poder de compra. Além disso, existe a sugestão de estatizar empresas estrangeiras de tecnologia, como o Uber. Essa nacionalização exigiria um gasto público bilionário, retirando recursos de áreas críticas como saúde e educação, além de engessar o serviço com regras burocráticas estatais.

Como os candidatos pretendem reformular a segurança pública no Brasil

As sugestões para a segurança variam entre ideias inusitadas e mudanças estruturais profundas. O escritor Augusto Cury propõe transformar 5% dos servidores municipais em guardas de uma nova força de combate preventivo. Isso significa que profissionais administrativos ou merendeiras poderiam ser treinados para funções policiais, o que gera preocupação sobre o amadorismo da força. Já Hertz Dias e Rui Costa Pimenta defendem o fim da Polícia Militar, sugerindo a criação de grupos de autodefesa comunitária. O risco apontado para essa mudança é o surgimento de milícias locais sem controle do Estado, onde a lei do mais forte prevaleceria sobre a justiça institucional.

O que os programas de governo dizem sobre temas sociais como o aborto

O tema do aborto divide opiniões nos registros do TSE. Três candidatos — Edmilson Costa (PCB), Hertz Dias (PSTU) e Samara (UP) — defendem abertamente a legalização do procedimento com atendimento gratuito na rede pública de saúde. Em contrapartida, Flávio Bolsonaro é o único que se posiciona de forma inegociável contra a prática, defendendo a proteção da vida desde a concepção. Outros candidatos, como Lula, Ronaldo Caiado e Augusto Cury, optaram por termos mais genéricos em seus documentos oficiais, mencionando a garantia de direitos reprodutivos sem detalhar uma mudança na legislação atual sobre a interrupção da gravidez.