Memphis Depay desperdiçou no último minuto de jogo a chance de manter viva a esperança do Corinthians de voltar à semifinal da Libertadores. Nesta quarta-feira (16), o atacante holandês cobrou muito mal um pênalti diante do Estudiantes e não conseguiu evitar a derrota por 1 a 0 para o time argentino, resultado que custou a eliminação da equipe brasileira.
Diante de sua torcida, o time alvinegro teve mais uma atuação fraca, com baixa produção ofensiva. A ausência de Yuri Alberto, principal referência do ataque corintiano, foi um dos fatores. O atacante segue fora de combate em recuperação de lesão.
Sem o camisa 9, o Corinthians não criou sequer uma chance clara de gol contra o uruguaio Muslera. A dificuldade para ameaçar o gol adversário, porém, não foi apenas circunstancial. Ela também favorecia a estratégia adotada pelo Estudiantes.
Depois de ceder o empate na Argentina, o time argentino veio ao Brasil disposto a segurar a partida e levar a decisão aos pênaltis. Desde o começo, os jogadores retardavam as cobranças de falta e as reposições de bola, em uma tentativa de diminuir o ritmo do jogo.
O Corinthians tinha, no entanto, o histórico a seu favor. Havia avançado em sete das oito vezes em que iniciou um confronto de mata-mata com um empate fora de casa. Foi assim, inclusive, na campanha do título da Libertadores de 2012, quando eliminou Emelec, nas oitavas de final, Vasco, nas quartas, e Boca Juniors, na final.
Desta vez, porém, a estratégia do Estudiantes encontrou um Corinthians com dificuldade para ficar com a bola. E, mesmo quando conseguia manter a posse, a ausência de uma referência ofensiva deixava o time sem uma solução clara para atacar e transformar a posse em chances de gol.
No primeiro tempo, os dois goleiros quase não trabalharam, além de intervenções em finalizações fracas. O cenário mudou pouco após o intervalo. Diante da falta de alternativas, Fernando Diniz passou a apostar em bolas cruzadas na área em lances de bola parada. Durante a pausa para hidratação, o técnico chegou a pedir insistentemente que seus jogadores povoassem a área nessas jogadas.
Nem isso, porém, foi suficiente para mudar o panorama. Nas arquibancadas, com mais de 57 mil pessoas, a postura do time alvinegro deixava a torcida apreensiva. Com exceção das organizadas, como de costume, os torcedores acompanhavam a partida quase sem reação, à espera de um lance que pudesse levar perigo ao gol de Muslera.
Quando a partida parecia caminhar para a disputa por pênaltis, Alexis Castro recebeu a bola dentro da área e finalizou de primeira para fazer o único gol do jogo, aos 42 minutos.
O gol deixou o Corinthians em situação ainda mais delicada, mas a equipe teve uma última oportunidade de reagir, quando Tomás Palacios desviou a bola com a mão dentro da área. No último minuto, Memphis Depay foi para a cobrança de pênalti que poderia levar a partida às penalidades. O holandês, porém, bateu mal e isolou a bola na direção da linha de fundo, selando a eliminação corintiana.
A queda aumenta a pressão sobre o Corinthians, que já havia chegado ao confronto em um momento ruim. O time acumulava cinco derrotas no Campeonato Brasileiro, sequência que o deixou estacionado nos 32 pontos e o fez cair para a 13ª posição ao fim da 27ª rodada.
Por isso, a expectativa era de uma reação em Itaquera. Como Fernando Diniz havia poupado quase todos os titulares contra o Flamengo, no último domingo, a torcida esperava que o descanso ajudasse a equipe a apresentar um desempenho melhor diante do Estudiantes. A resposta, porém, foi outra derrota e uma atuação sem força ofensiva justamente no jogo que valia a permanência na Libertadores.
Na semifinal, o Estudiantes enfrentará o vencedor do confronto entre Flamengo e Independiente del Valle. No jogo de ida, no Equador, o time brasileiro venceu por 2 a 0 e agora decide a vaga no Maracanã.
noticia por : UOL



