quinta-feira, 24, setembro , 2026 05:35

Quem são os evangélicos que chamam Bolsonaro de “Anti-Messias” e pressionam Mendonça

Como se não bastasse toda a tensão que já cerca o STF, o ministro André Mendonça ainda levou um puxão de orelha de seus “irmãos de fé”. No último dia 10, o grupo conhecido como Frente de Evangélicos pelo Estado de Direito publicou uma carta aberta ao magistrado cobrando serenidade e imparcialidade na condução do caso do Banco Master. 

Mas a bronca não parou por aí. O documento também avisava que a religião não deveria servir de “escudo, palanque ou instrumento eleitoral” — um conselho curioso vindo de uma organização totalmente mergulhada na disputa política. 

Em 2022, por exemplo, a Frente declarou apoio a Lula já no primeiro turno e afirmou em um manifesto que o Estado de Direito deveria deter as “forças destruidoras do Anti-Messias”. O texto, baseado em uma interpretação bíblica, afirmava não existir outra opção, “diante de Deus, nosso Pai, e de Cristo Jesus, nosso Senhor”, senão trabalhar pela derrota de Jair Bolsonaro. 

“Anti-Messias” é uma expressão teológica que vem de uma leitura da Segunda Carta aos Tessalonicenses (um dos textos do Novo Testamento de autoria do apóstolo Paulo). No manifesto, o termo aparece ligado à pandemia, à fome, ao armamentismo, à militarização e à violência contra indígenas, negros, mulheres e outras minorias.