
Primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, e prefeito de Nova York, Zohran Mamdani.
Ronen Zvulun/Reuters/Arquivo/Andres Kudacki/AP
O prefeito de Nova York, Zohran Mamdani, anunciou nesta terça-feira (29) novas medidas para combater o antissemitismo na cidade. O anúncio ocorre após uma série de incidentes contra judeus no município, que abriga uma das maiores comunidades judaicas dos Estados Unidos.
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Mamdani é um conhecido defensor da causa palestina e crítico do primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu. Segundo o prefeito, muitos judeus não se sentem seguros na cidade.
Ele rejeitou as acusações de que seu governo não estaria fazendo o suficiente para combater o antissemitismo.
“Os judeus nova-iorquinos representam apenas 12% da nossa população, mas são vítimas de aproximadamente metade de todos os crimes de ódio denunciados”, afirmou Mamdani.
Segundo a polícia de Nova York, o número de incidentes antissemitas aumentou 182% entre janeiro de 2025 e janeiro de 2026. O prefeito disse que a alta desproporcional dos crimes de ódio contra judeus também foi registrada em outras cidades do mundo.
Entre as medidas anunciadas nesta terça estão a duplicação dos recursos destinados à prevenção de crimes de ódio e um investimento de US$ 1 milhão, cerca de R$ 5,2 milhões, para reforçar a segurança de sinagogas e outros locais de culto.
“Meu governo tem tolerância zero com o antissemitismo. Nem no nosso metrô, nem nos nossos locais de trabalho, nem na internet. Em lugar nenhum”, afirmou Mamdani.
O prefeito também anunciou que as escolas públicas da cidade deverão ampliar o ensino sobre o Holocausto e sobre a contribuição da comunidade judaica para a história de Nova York.
Críticas
Durante discurso na Assembleia Geral da ONU, na última quinta-feira (24), o premiê israelense chamou Mamdani de “prefeito antissemita” e pontuou o aumento de casos de violência contra a etinia.
“Desde que você foi eleito prefeito desta cidade, muitos judeus não se sentem mais seguros em Nova York. Eles conversam comigo. Eles me contam isso. Esta não é mais a cidade de que nos lembramos. Ela mudou muito rapidamente”, disse Netanyahu.
Netanyahu também acusou Mamdani de distorcer os fatos sobre a guerra em Gaza e de apoiar pessoas ligadas ao Hamas. Mamdani rejeita a acusação de antissemitismo e afirma que suas críticas ao governo israelense e sua defesa dos palestinos não representam hostilidade contra judeus.
A Liga Antidifamação, organização que monitora casos de discriminação contra judeus, afirmou que as medidas anunciadas por Mamdani não são suficientes.
O grupo também criticou o prefeito por não adotar oficialmente uma definição de antissemitismo.
“Esse prefeito não trata o ódio enfrentado pelos judeus nova-iorquinos como uma emergência e se recusa a reconhecer suas diferentes formas”, publicou a organização no X.
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Fonte: G1



