Às vésperas do primeiro turno das eleições, a Polícia Federal divulgou a realização de operações de combate a crimes eleitorais em ao menos sete estados, com prisões em flagrante e apreensão de milhões de reais usados para o financiamento ilegal de campanha e compra de votos.

De janeiro até 1º de outubro, a PF instaurou mais de 1.200 inquéritos policiais para apurar infrações eleitorais.
No período, foram apreendidos mais de R$ 33 milhões, dos quais R$ 21 milhões eram em dinheiro em espécie.
A compra de votos com dinheiro ou promessa de vantagens foi o crime mais recorrente.
As investigações abrangem também caixa dois, desvio de programas assistenciais e violência política contra a mulher — nessa categoria, foram 77 inquéritos abertos este ano.
Entre quinta-feira e a manhã desta sexta, a Polícia Federal divulgou ao menos sete ações operacionais nas regiões Norte e Nordeste, além de uma intervenção no Mato Grosso do Sul.
Somadas, foram 28 prisões em flagrante.
O maior número ocorreu em Roraima, onde 22 pessoas foram detidas em um esquema de repasse de valores, com eleitores relatando ter recebido R$ 400 em troca do voto.
Outras prisões em flagrante foram efetuadas no Amazonas e no Maranhão.
Em Manaus, duas pessoas foram presas após saírem com R$ 1,6 milhão sacados em uma agência bancária.
Em fiscalização no Aeroporto de Manaus, um passageiro estava com R$ 27 mil em espécie e material de propaganda.
Na zona rural maranhense de Afonso Cunha, três foram presos com material impresso e um caderno com anotações e eleitores vinculando votos a consultas médicas e obras públicas.
Nas operações divulgadas entre quinta e sexta, cerca de R$ 4 milhões em espécie foram apreendidos, além de euros e dólares, e bloqueados outros mais de R$ 4 milhões.



