segunda-feira, 12, outubro , 2026 02:23

A nova onda de protestos de jovens do movimento das 'baratas' na Índia em imagens


Um manifestante grita palavras de ordem de dentro de uma viatura policial após ser detido durante protesto em Mumbai
Getty Images via BBC
Em uma nova onda de protestos na Índia, o movimento Partido do Povo Barata (CJP, na sigla em inglês para Cockroach Janta Party) levou milhares de jovens às ruas de Mumbai e Nova Déli neste fim de semana para pedir a renúncia da principal autoridade eleitoral do país.
O CJP é um movimento político satírico liderado pela Geração Z indiana que surgiu a partir de declarações feitas em maio pelo presidente do Supremo Tribunal da Índia, que usou o termo “barata” para descrever jovens desempregados que se dedicam ao jornalismo e ao ativismo.
Após a repercussão negativa dos comentários, o presidente da Corte disse que se referia apenas àqueles com “diplomas falsos e fraudulentos”.
Na época, jovens vinham organizando manifestações para exigir reformas na educação e a renúncia do então ministro da Educação, o que acabou acontecendo em julho.
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Desta vez, o CJP — que não está registrado como partido político na Índia — busca reformas eleitorais a poucos meses da realização de eleições estaduais consideradas cruciais para o país.
Os jovens também pedem a renúncia do Comissário-Chefe da Comissão Eleitoral, Gyanesh Kumar, sob alegações de manipulação das listas de eleitores — o que a Comissão Eleitoral rechaça.
Juntamente com partidos de oposição, eles afirmam que o processo de atualização da lista de eleitores é tendencioso — acusação negada tanto pela Comissão Eleitoral quanto pelo governo, que descreve a iniciativa como um esforço de rotina para remover eleitores falecidos, duplicados ou inelegíveis.
Polícia deteve Neha Bora, uma das figuras de destaque do protesto e presidente da associação da estudantes da Índia (AISA), durante uma manifestação em Déli no domingo
Reuters via BBC
Milhares de agentes de segurança foram deslocados para os locais das manifestações e estradas foram bloqueadas por barricadas.
A imprensa local relata que 7.000 manifestantes foram detidos e liberados no sábado (10/10) e que outras centenas de detenções ocorreram no domingo (11/10).
Abhijeet Dipke, que deu início ao movimento em maio, e outros líderes foram detidos ao chegarem a Nova Déli no sábado e soltos na manhã de domingo por um tribunal de primeira instância “sob a condição de que não perturbem a ordem pública pelo período de um ano”, segundo informou a polícia.
Em seus primeiros comentários após ser liberado, Dipke afirmou que “o CJP não recuará nem se deixará intimidar”.
E publicou no X: “[Narendra] Modi, como primeiro-ministro, é uma vergonha para a Índia.”
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Abhijeet Dipke, fundador do CJP, após ser liberado pela polícia. Ele e outros líderes de destaque do movimento foram retirados de um avião por agentes ao chegarem a Déli no sábado, mas foram liberados no dia seguinte
Reuters via BBC
Efetivos da Força de Ação Rápida, juntamente com policiais, foram mobilizados após o CJP anunciar a realização dos protestos
Reuters via BBC
Relatos da imprensa indicam que cerca de 7.000 pessoas foram detidas em Déli no sábado
Reuters via BBC
Manifestantes se posicionaram diante das viaturas policiais para impedir que levassem os detidos
Reuters via BBC
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Fonte: G1