A abstenção de eleitores com 70 anos ou mais, que não são mais obrigados a votar, caiu quase 10 pontos percentuais no primeiro turno das eleições. A informação é do Movimento Voto 70+, iniciativa apartidária da sociedade civil que defende a participação política dos idosos.

Segundo dados do TSE reunidos pelo movimento, o percentual de eleitores nessa faixa etária que não foram votar caiu de quase 60% em 2022 para cerca de 49% no primeiro turno deste ano.
A queda ocorreu em um cenário de aumento desse eleitorado. Em 2022 eram quase 15 milhões de eleitores com 70+ e, neste ano, o grupo cresceu para mais de 17 milhões.
No eleitorado em geral, a abstenção em 2026 foi de cerca de 21%. Isso significa que 33 milhões de brasileiros aptos deixaram de votar.
Em entrevista ao programa Sem Censura, da TV Brasil, a idealizadora do Movimento Voto 70+, Cléa Klouri, destacou as ações realizadas para incentivar a participação dos eleitores idosos.
“Uma das coisas que nós indentificamos é que tinha uma barreira física, as pessoas diziam: ‘meu lugar de votação é longe!’, ‘eu vou ter que pegar muita condução para ir’. Então, fizemos um movimento que era para as pessoas regularizarem o título: mudar o lugar de votação por um lugar mais acessível. Depois a gente fez um segundo movimento que foi ‘O Brasil que os 70+ Sonham’ e nós estamos num terceiro movimento que se chama movimento. Continue se movimentando, mas não é só se movimentando fisicamente. Vá participar, vá votar, vá colocar a sua opinião. Os 70+ podem mudar o ponteiro dessa eleição”.
Vovó vota
No segundo turno, o Movimento Voto 70+ também vai promover a campanha “Vovó Vota”. O objetivo é aproximar netas e avós durante as eleições e derrubar barreiras que contribuem para a abstenção feminina, como dificuldades de mobilidade, falta de redes de apoio e desestímulo da família.
Prova de vida
O comparecimento dos eleitores a partir dos 70 anos continua com um incentivo importante no segundo turno: o voto pode ser utilizado pelo INSS para a prova de vida automática de aposentados, pensionistas e beneficiários de programas assistenciais. A medida vale, inclusive, para quem não votou no primeiro turno em 2026.
E a gente lembra que, na hora de votar, os eleitores com 80 anos ou mais têm prioridade sobre todos os outros nas filas das seções.
* Com informações da Agência Brasil



