sábado, 15, agosto , 2026 10:07

PGR se posiciona contra presença de policiais dentro da casa de Jair Bolsonaro

A Procuradoria-Geral da República (PGR) se posicionou contrária à sugestão da Polícia Federal (PF) de manter agentes dentro da casa de Jair Bolsonaro, em Brasília.

No entanto, o parecer do procurador Paulo Gonet, enviado nesta sexta-feira (29) ao Supremo Tribunal Federal (STF), reitera o risco do ex-presidente fugir do país e a necessidade dele ser monitorado em tempo integral.

A possibilidade de fuga foi cogitada pela proximidade do julgamento da trama golpista, no STF, marcado para a próxima terça-feira, 2 de setembro.

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A decisão final sobre colocar policiais dentro da casa do ex-presidente cabe ao ministro Alexandre de Moraes.

Nesta semana, a Polícia Federal pediu a vigilância interna na casa do ex-presidente Jair Bolsonaro.

Desde o início da tarde desta quarta-feira (27), três policiais penais do Distrito Federal estão em frente à casa de Jair Bolsonaro, em Brasília. Todos descaracterizados e com uma viatura sem identificação.

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, atendeu a um pedido da Procuradoria-Geral da República (PGR), que pediu equipes de prontidão, em tempo integral para que se efetue o monitoramento em tempo real.

O temor é que ele possa fugir e se pedir refúgio na embaixada dos Estados Unidos, em Brasília. O alerta partiu do deputado federal Lindbergh Farias, do PT do Rio de Janeiro, que comunicou sobre o risco de fuga do ex-presidente para a embaixada dos Estados Unidos, que fica a dez minutos da casa de Bolsonaro.

Julgamento no STF

O ex-presidente começa a ser julgado pela acusação de tentativa de golpe na próxima terça-feira. A defesa de Bolsonaro tem até segunda, dia 1° de agosto, para se manifestar sobre o descumprimento de medidas cautelares. O prazo, que acabaria hoje, foi ampliado pelo ministro Alexandre de Moraes./

A menos de uma semana para o início do julgamento, o Procurador-Geral da República, Paulo Gonet foi reconduzido ao cargo por mais dois anos. O mandato terminaria só em dezembro, mas o presidente Luiz Inácio Lula da Silva decidiu se antecipar e assinou o documento de recondução nesta quarta-feira. A medida ainda precisa ser aprovada pelo Senado.

noticia por : UOL