
Logotipo da Meta Platforms, durante uma conferência na Índia, em 2023
REUTERS/Francis Mascarenhas
A Meta, dona do Facebook e do WhatsApp, planeja demissões em massa que podem atingir 20% ou mais do quadro de funcionários. A informação é da Reuters, que cita três fontes familiarizadas com o assunto.
A medida ocorreria enquanto a companhia busca compensar os altos custos de infraestrutura de inteligência artificial e se preparar para ganhos de eficiência com trabalhadores assistidos por IA.
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Segundo as fontes ouvidas pela Reuters, ainda não há uma data definida para os cortes, e o tamanho das demissões não foi finalizado.
Executivos de alto escalão sinalizaram recentemente o plano a outros líderes da Meta e pediram que começassem a preparar reduções nas equipes, segundo duas das fontes. Eles falaram sob condição de anonimato por não estarem autorizados a divulgar as informações.
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Procurado pela Reuters, o porta-voz da Meta, Andy Stone, afirmou se tratar de “especulações sobre abordagens teóricas”.
Se a Meta confirmar o corte de 20% do quadro de funcionários, será a maior rodada de demissões desde a reestruturação realizada entre o fim de 2022 e o início de 2023, período que a companhia chamou de “ano da eficiência”.
A empresa tinha quase 79 mil funcionários em 31 de dezembro, segundo seu relatório mais recente. A companhia demitiu 11 mil pessoas em novembro de 2022, cerca de 13% da força de trabalho na época. Aproximadamente quatro meses depois, anunciou outros 10 mil cortes.
Zuckerberg foca em IA generativa
No último ano, o CEO Mark Zuckerberg tem pressionado a Meta a competir de maneira mais agressiva no campo da inteligência artificial generativa.
A empresa tem oferecido pacotes salariais elevados, alguns avaliados em centenas de milhões de dólares ao longo de quatro anos, para atrair pesquisadores de IA de ponta para uma nova equipe dedicada à superinteligência.
A companhia afirmou que pretende investir US$ 600 bilhões na construção de data centers até 2028. No início desta semana, adquiriu a Moltbook, uma plataforma de rede social voltada a agentes de IA.
A Meta também está gastando pelo menos US$ 2 bilhões para comprar a startup chinesa de IA Manus, informou anteriormente a Reuters.
Zuckerberg tem mencionado ganhos de eficiência decorrentes desses investimentos. Em janeiro, afirmou que já começa a ver “projetos que antes exigiam grandes equipes sendo realizados por uma única pessoa muito talentosa.”
Meta O CEO Mark Zuckerberg faz um discurso durante o evento Meta Connect em Menlo Park
REUTERS/Carlos Barria
Tendência entre empresas de tecnologia
Os possíveis planos da Meta refletem uma tendência mais ampla entre grandes empresas dos EUA, especialmente no setor de tecnologia neste ano. Executivos têm citado avanços recentes nos sistemas de IA como um dos motivos para mudanças organizacionais.
Em janeiro, a Amazon confirmou que cortaria cerca de 16 mil empregos, o equivalente a quase 10% de sua força de trabalho.
No mês passado, a fintech Block reduziu quase metade de seu quadro de funcionários. O CEO Jack Dorsey apontou as ferramentas de IA e sua capacidade crescente de permitir que empresas façam mais com equipes menores como um dos fatores por trás da decisão.
Desafios com modelos de IA
Os investimentos planejados pela Meta em IA vêm após uma série de contratempos com os modelos Llama 4 no ano passado, incluindo críticas de que a empresa teria apresentado resultados enganosos em testes de desempenho usados nas primeiras versões.
A empresa também cancelou o lançamento da maior versão do modelo, chamada Behemoth, que estava prevista para o verão.
A equipe de superinteligência tem trabalhado para restabelecer a posição da companhia neste ano, desenvolvendo um novo modelo chamado Avocado. No entanto, o desempenho do sistema também ficou abaixo das expectativas.
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Meta planeja demissões em massa em meio ao aumento de custos com IA, diz agência


