quarta-feira, 18, março , 2026 11:25

A riqueza que nasce do campo

JURANDIR BARROZO

Quando se fala em riqueza no Brasil, durante muito tempo o imaginário coletivo apontou para os grandes centros urbanos, polos industriais ou capitais financeiras. Mas os números mais recentes mostram uma realidade diferente: o interior do país está puxando o desenvolvimento nacional e o motor dessa transformação é o agronegócio.

O Índice de Desenvolvimento da Agropecuária Municipal (Idam) 2025 evidencia isso com clareza. O levantamento mede produção e produtividade, geração de emprego formal, captação de crédito rural e arrecadação de Imposto Territorial Rural (ITR). Ou seja, não se trata apenas de volume produzido, mas de capacidade de transformar produção em renda, empregos e arrecadação.

Entre os melhores desempenhos do índice estão regiões que simbolizam essa nova geografia da riqueza brasileira. São áreas onde o agro deixou de ser apenas atividade produtiva para se tornar uma estrutura econômica organizada, capaz de sustentar crescimento, investimento e geração de oportunidades.

E sabe o que essas regiões têm em comum? Tecnologia, gestão e visão de longo prazo.

O interior que prospera não é fruto apenas de terras férteis. É resultado de investimento em maquinário moderno, agricultura de precisão, conectividade, planejamento financeiro e profissionalização da gestão. É o campo operando com indicadores, metas e controle de custos.

Ao longo de mais de cinco décadas no agronegócio, acompanhei a transformação da figura do produtor. Hoje ele é gestor, analista de risco, estrategista. A produtividade deixou de ser apenas física e passou a ser econômica.

Cada colheita movimenta cadeias inteiras: concessionárias, oficinas, transportadoras, cooperativas, tradings, revendas de insumos, tecnologia embarcada, crédito rural e serviços financeiros. O desenvolvimento não fica restrito à porteira. Ele se espalha pelo comércio local, fortalece o setor de serviços, amplia a arrecadação pública e gera empregos formais.

Quando uma região melhora sua posição em indicadores como o Idam, isso significa mais do que bons números. Significa escolas sendo mantidas, infraestrutura sendo ampliada, novos negócios surgindo e jovens encontrando oportunidade sem precisar migrar para grandes capitais.

A tecnologia é o fio condutor dessa mudança. Máquinas mais eficientes, monitoramento remoto, manutenção preditiva, componentes de maior durabilidade e sistemas integrados reduzem perdas e aumentam previsibilidade. E previsibilidade é o que sustenta margens em um cenário cada vez mais competitivo.

Na Multibelt, entendemos que participamos diretamente dessa engrenagem. Cada solução que aumenta a vida útil de um equipamento, cada sistema que evita uma parada em plena safra, cada melhoria que amplia a eficiência operacional contribui para proteger o resultado do produtor — e, por consequência, fortalecer a economia regional.

O interior do Brasil deixou de ser periferia econômica. Tornou-se protagonista. A riqueza que nasce no campo hoje é estruturada, tecnológica e integrada. E enquanto houver gestão, inovação e parceria, o interior continuará mostrando que o futuro do Brasil passa, inevitavelmente, pelo agro.

Por Jurandir Barrozo, CEO da Multibelt

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FONTE : ReporterMT