quinta-feira, 19, março , 2026 01:41

Fiel eufórico é retirado de igreja durante pregação sobre Israel e Irã


A polícia informou que um homem foi retirado pela equipe de segurança durante um culto realizado na manhã de domingo, 15 de março, em uma igreja no estado do Texas, nos Estados Unidos. O episódio ocorreu por volta das 11h no santuário principal da Prestonwood Baptist Church, localizada em Plano, cidade situada ao norte de Dallas.

Durante o culto, conduzido pelo pastor Jack Graham, um homem começou a gritar enquanto ele pregava sobre “América, Israel e a Guerra no Oriente Médio”. Frequentadores relataram que o indivíduo foi descrito por alguns como um possível manifestante e, por outros, como alguém excessivamente exaltado.

A frequentadora Linda Casey, que participa das atividades da igreja desde 2000, afirmou que a interrupção ocorreu no momento em que o pastor abordava o tema de “Israel e os judeus como povo escolhido de Deus”. Segundo ela, o homem interrompeu o sermão e foi conduzido para fora por três membros da equipe de segurança.

— Eu não tinha certeza se ele estava armado ou não, mas o pastor Jack Graham foi afastado do púlpito momentaneamente em meio ao caos — disse Casey na segunda-feira, 16 de março. — Antes que ele voltasse para terminar o sermão, saí correndo para encontrar meu filho, que estava na igreja infantil — afirmou.

Ela relatou que deixou o santuário devido à incerteza sobre as intenções do homem e à possibilidade de ele não estar sozinho. — Naquele momento, não sabíamos se o homem tinha um cúmplice ou se estava sozinho. Eu não estava esperando por um possível tiroteio ou ameaça de bomba. Toda a situação foi assustadora — declarou.

Uma pessoa familiarizada com o ocorrido informou que o episódio aconteceu enquanto o pastor compartilhava um relatório sobre conversões ao cristianismo no Irã. Segundo essa fonte, um jovem descrito como “animado” caminhou pelo corredor em direção ao púlpito e perguntou se poderia falar.

O homem teria gritado expressões como “Deus abençoe a América” e “Deus abençoe Israel”. A mesma fonte afirmou que ele “estava apenas empolgado em compartilhar sua fé e não percebeu que aquela era uma maneira inadequada de fazê-lo”.

Após o pastor recusar o pedido, integrantes da segurança o abordaram e o retiraram do local. Outro fiel presente no culto confirmou que o homem foi rapidamente conduzido para fora e que o pastor foi orientado a se afastar do palco até que a situação fosse controlada.

Embora alguns tenham avaliado que o episódio não representava risco imediato, Casey afirmou que interpretou a situação como potencialmente perigosa. — Quando a segurança afastou o pastor do púlpito para sua própria segurança, alarmes dispararam na minha cabeça, sinalizando perigo — disse.

Ela informou que a maioria dos presentes permaneceu sentada e aguardando instruções, enquanto a polícia já se encontrava do lado de fora do templo com sirenes acionadas. — Eu não ia ficar parada como um alvo fácil — afirmou.

Um porta-voz da polícia de Plano informou que o homem não era membro da igreja e estava no local acompanhado da esposa. Segundo a corporação, ele passou a causar tumulto ao concordar em voz alta com o sermão de forma considerada excessiva pelos demais participantes.

O policial JD Minton, do Departamento de Polícia de Plano, declarou que a equipe de segurança conversou com o homem e que agentes foram acionados para emitir uma advertência por invasão de propriedade. — Não houve qualquer perturbação ou altercação física, mas seus rompantes verbais, embora apoiassem as palavras dos pastores, foram considerados perturbadores para os outros fiéis — afirmou, segundo o The Christian Post.

O caso ocorreu dias após procuradores federais anunciarem a acusação de mais de 30 pessoas por envolvimento em um protesto contra o ICE que interrompeu um culto religioso em 18 de janeiro, na cidade de St. Paul, no estado de Minnesota.

De acordo com a acusação apresentada no Tribunal Distrital dos Estados Unidos para o Distrito de Minnesota, os manifestantes participaram de “um ataque coordenado de tomada de poder” na Cities Church, envolvendo atos de intimidação, ameaças e obstrução física.

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