O deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) utilizou suas redes sociais nesta quinta-feira (19) para expor o que classificou como um caso de ativismo ideológico com teor violento dentro da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG).
As publicações mostram materiais gráficos e pichações que, segundo o parlamentar, incitam ódio e violência contra ele e outras figuras do conservadorismo.
Em sua primeira postagem, Nikolas compartilhou a imagem de um cartaz que anunciava a “Calourada Unificada Antifascista e Anti-imperialista”. A peça gráfica trazia ilustrações do deputado, do ex-presidente dos Estados Unidos Donald Trump e do ativista conservador Charlie Kirk, todos com um desenho de alvo sobre as cabeças.
“Banner da calourada na UFMG. Universidade virou linha de produção de militante, que não esconde mais o desejo de matar seu opositor por divergência de ideia. Até aí: Zero novidade. Mas sempre bom lembrar que tudo isso você banca através dos seus impostos. A direita precisa de um plano pra quando chegar ao poder, mudar essa patifaria”, escreveu o deputado.

Pichação com Referência a Assassinato
Em um segundo vídeo, também publicado na plataforma X, Nikolas exibiu uma pichação nas paredes da Faculdade de Filosofia e Ciências Humanas (FAFICH) da UFMG. O registro mostra a frase “Que o Nikolas seja o Kirk de amanhã”.
A mensagem faz referência ao ativista norte-americano Charlie Kirk, morto com um tiro de precisão em 10 de setembro de 2025 enquanto discursava em uma universidade nos Estados Unidos.
O deputado relacionou o conteúdo das pichações à formação dos futuros profissionais que sairão da universidade. “Os futuros profissionais das diversas áreas sairão daqui. E ainda tem gente que acha que o problema do país é eleição. Sem uma mudança radical na estrutura da nossa educação e política, nada adiantará”, comentou.
O caso ocorre em um contexto de tensão entre setores do conservadorismo e instituições de ensino superior, com críticas recorrentes sobre a suposta presença de ativismo ideológico nas universidades públicas brasileiras. A UFMG ainda não se manifestou oficialmente sobre as denúncias apresentadas pelo parlamentar. Com: Tribuna de Brasília.


