terça-feira, 28, abril , 2026 08:56

De integrante do PCC a pregador: pastor narra mudança radical


O pastor Juliano Fraga, conhecido por sua atuação como pregador pentecostal, abriu o coração durante sua participação no podcast Bereano Pentecostal e revisitou os capítulos sombrios de sua juventude, quando as garras do crime quase lhe custaram a própria alma. Sua caminhada de fé começou muito antes, em um lar temente a Deus; contudo, as seduções das más amizades na adolescência o arrastaram para o abismo da criminalidade.

O ano de 2005 marcou o ponto de inflexão negativa: sua detenção representou um trauma arrasador para a família. Paradoxalmente, longe de fazê-lo refletir, o encarceramento o afundou ainda mais no lodacal do submundo, levando-o a se filiar aos quadros da organização criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC).

Para suportar o vazio e a monotonia das celas, entregou-se ao consumo de entorpecentes. Nessa fase de trevas, Fraga nutria genuíno desprezo pelos missionários que adentravam a penitenciária para pregar o Evangelho, julgando contraditório que indivíduos manchados pelo crime ousassem proferir o nome de Jesus.

Todavia, depois de três longos anos atrás das grades, um improvável emissário divino surgiu em seu caminho. Um antigo companheiro de facção, que havia experimentado a conversão genuína, o abordou com um convite que mudaria sua eternidade: assistir a um culto na prisão.

Apesar de estar entorpecido pelas drogas naquele instante, Juliano aquiesceu. Durante a reunião espiritual, uma cristã tomou a palavra e, movida por uma unção profética, dirigiu-se a ele de forma pessoal e inconfundível.

“Assim declara o Senhor: Estou pondo um ponto final na sua trajetória de delinquência”, bradou ela, surpreendentemente revelando o nome de Juliano.

A mensageira prosseguiu anunciando que uma visitação celestial ocorreria durante a alta madrugada, instruindo-o a não se entregar ao pavor. Em um curto espaço de tempo, aquela profecia se materializou de forma sobrenatural. No silêncio da cela, Juliano foi arrebatado por uma visão estarrecedora e despertou banhado em lágrimas, em meio à quietude da noite.

“Para alguém que integrava uma facção criminosa, o ato de verter lágrimas era absolutamente insólito. Mas era o próprio Deus dialogando com meu espírito”, testemunhou Fraga, descrevendo aquele instante como o divisor de águas definitivo em sua existência.

Completamente devastado pela experiência, ele recorreu ao único livro que possuía: a Bíblia que havia recebido de presente de sua sogra. Ali, na solidão de sua cela, ele se rendeu incondicionalmente a Jesus.

“Foi algo totalmente atípico, um homem abandonar as fileiras de uma facção para se assentar nos bancos de uma igreja. Porém, quando o chamado soberano de Deus ecoa, nenhum obstáculo humano tem o poder de frustrá-lo”, pontuou o pastor.

Uma vez transformado pela graça, Juliano desceu às águas batismais ainda dentro dos muros da prisão e mergulhou com sede insaciável no estudo minucioso das Sagradas Escrituras. Ele rememora esse período como uma temporada de extraordinário crescimento espiritual e aprofundamento doutrinário, durante a qual concluiu diversos cursos teológicos por correspondência.

Após cumprir uma pena de sete anos, as portas do cárcere se abriram e ele deu início a um vigoroso ministério de pregação, chegando inclusive a retornar aos presídios — agora não mais como detento, mas como arauto do Evangelho.

Atualmente, o pastor Juliano Fraga percorre o Brasil e diversas nações do exterior como pregador itinerante e conferencista na área de teologia. Ele não se cansa de enfatizar a potência transformadora da graça divina.

“Passei uma década dentro do sistema prisional, pertenci aos quadros de uma facção, e a graça irresistível de Deus invadiu aquele inferno e me arrebatou para a salvação. Jesus tem poder para salvar!”, declarou o pastor em um vídeo divulgado no Instagram pela AD Franco Jatobá. Com: Tribuna Gospel.





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