quinta-feira, 30, abril , 2026 04:06

pastor alerta que cristão deve ter “amor sacrificial”


Em artigo recente, o pastor, teólogo e escritor Renom de Azevedo, líder na Igreja Batista da Graça e diretor do Instituto Dinamus, propõe uma reflexão contundente sobre o papel do homem cristão no contexto familiar, destacando sobre isso o dever do “amor sacrificial”

Partindo de Efésios 5.25 — “Maridos, cada um de vós amai a vossa esposa, assim como Cristo amou a sua Igreja e sacrificou-se por ela” —, o autor sustenta que a incompreensão do princípio divino de masculinidade tem levado à desintegração de inúmeras famílias, inclusive entre cristãos.

Principais pontos

1. Amor incondicional como modelo divino

O pastor enfatiza que Cristo não esperou que a igreja o amasse primeiro para demonstrar cuidado. “Ele fez de forma incondicional”, escreve. Do mesmo modo, o homem não deve condicionar seu amor e suas ações à atitude da esposa — seja ao sexo, à comida ou a qualquer outro “combinado matrimonial”. A obrigação masculina de cuidar da família é um dever, não uma moeda de troca.

2. Responsabilidade intergeracional

Outro ponto central é a visão de que o modo como o pai trata a própria família molda as gerações seguintes. “Quando você está cuidando da sua família, está também moldando a família da próxima geração”, afirma. Para Renom, a masculinidade bíblica carrega uma missão que transcende o presente.

3. Masculinidade independente de circunstâncias

O teólogo argumenta que o homem não deve esperar reconhecimento para agir corretamente. “Você faz porque é um homem, você faz porque é o correto a se fazer.”

Ele ilustra o ponto com uma prática pessoal: perguntar ao filho de sete anos “Você é o quê?”, ao que o menino responde “um homem” e completa “Eu faço a coisa certa”. Essa repetição diária, segundo Renom, reforça a identidade masculina baseada em ação virtuosa, independentemente do que se recebe em troca.

4. Separação entre dever conjugal e negociação emocional

O pastor alerta que melhorias no relacionamento devem ser tratadas entre o casal, mas não podem servir como desculpa para o abandono das obrigações. “Entenda que a sua masculinidade não depende do que fazem, ou deixam de fazer, por você ou com você”, resume. Ele conclui com a máxima: “Somos homens e fazemos a coisa certa, independentemente das circunstâncias.”

Contexto e público-alvo

Embora não mencione casos específicos, o texto de Renom de Azevedo sobre amor sacrificial dialoga com um fenômeno observado em muitos círculos evangélicos: a fragilidade de casamentos que se desfazem por comportamentos que o pastor classifica como inadequados para quem deveria ser “referência no lar”.

A abordagem publicada na Revista Comunhão busca resgatar uma masculinidade servidora, à semelhança de Cristo, sem barganhas emocionais ou sexuais — justamente o conceito de amor sacrificial como um contraponto tanto ao machismo autoritário quanto à passividade masculina.

A análise do artigo revela que o autor aposta na formação de caráter desde a infância, na centralidade do dever e na imitação de Cristo como antídoto para a crise de identidade masculina que, em sua visão, tem gerado famílias desfeitas.





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