sexta-feira, 1, maio , 2026 01:28

Média de fiéis nos cultos registra maior alta desde a pandemia


A frequência média semanal de cultos atingiu o nível mais alto desde o período anterior às restrições da pandemia de COVID-19, segundo levantamento do Instituto Hartford de Pesquisa Religiosa.

Os dados referentes aos Estados Unidos foram divulgados pelo projeto EPIC (Exploring the Pandemic Impact on Congregations), que apresentou, na última sexta-feira, os resultados mais recentes sobre a participação em cultos religiosos no país.

O estudo se baseou em uma pesquisa com 7.453 congregações de diferentes tradições religiosas, realizada entre setembro e dezembro de 2025, com margem de erro de três pontos percentuais e nível de confiança de 95%, de acordo com o The Christian Post.

De acordo com os pesquisadores, a média de participantes presenciais em 2025 foi de 70 pessoas por culto, acima das 65 registradas antes dos lockdowns de 2020. O número também supera de forma significativa a média de 45 participantes observada durante o período mais crítico da pandemia. O relatório aponta que a frequência vem apresentando crescimento gradual desde aquele período.

Apesar do aumento, os responsáveis pelo estudo destacaram que os dados devem ser analisados com cautela. “A mediana atual de 70 permanece muito abaixo da mediana de 2000, quando a congregação típica atraía 137 frequentadores”, informou o relatório. “Portanto, esse ganho recente deve ser visto dentro da trajetória histórica de declínio, que é muito mais longa”.

O levantamento também identificou variações entre diferentes tradições religiosas. Congregações católicas e ortodoxas apresentaram média de 200 participantes, enquanto igrejas protestantes evangélicas registraram média de 75. Entre protestantes tradicionais, a média foi de 50 pessoas, e outras tradições religiosas apresentaram média de 22 participantes.

A co-investigadora do projeto, Allison Norton, comentou os resultados em comunicado divulgado na semana passada: “O que estamos vendo não é um renascimento, mas sim uma recalibração. As congregações passaram por um período extraordinário de ruptura e, embora tenha levado algum tempo, muitas saíram dele com maior clareza sobre quem são e qual é o seu chamado. Isso está se refletindo nos dados de maneiras verdadeiramente encorajadoras”.

Relatórios recentes indicam que a queda na prática religiosa no país pode estar desacelerando, mesmo com o crescimento do número de pessoas sem religião. Em janeiro, a Lifeway Research divulgou uma análise baseada no estudo “Religious Landscape Study”, do Pew Research Center.

Segundo a análise, adultos mais jovens apresentaram leve aumento na prática religiosa em comparação com grupos etários um pouco mais velhos, embora ainda abaixo dos níveis observados entre pessoas mais velhas. O redator sênior Aaron Earls comentou os dados: “Os adultos mais jovens têm uma probabilidade ligeiramente maior de incluir novos convertidos ao cristianismo e uma probabilidade menor de incluir aqueles que abandonaram a fé”, afirmou.

“Mais uma vez, as conclusões não oferecem um panorama simples da religião nos Estados Unidos ou entre os jovens adultos. Há motivos para otimismo e para preocupação”, concluiu.





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