sexta-feira, 8, maio , 2026 05:41

Supermercado Pague Menos vê menos faltas e maior engajamento com escala 5×2

Presente em 21 cidades do interior de São Paulo, como Ribeirão Preto, Americana, Sorocaba e Campinas, a rede de supermercados Pague Menos começou a testar a escala 5×2 em janeiro na cidade turística de São Pedro, no sudeste do estado. A perspectiva é expandir para 16 lojas neste primeiro semestre.

As unidades em teste ajustaram os horários aos sábados (das 7h às 22h). Aos domingos, o expediente foi reduzido em cerca de três horas. Uma das unidades, em Santa Bárbara d’Oeste, não opera aos domingos desde o dia 18 de janeiro.

“Não houve redução nas vendas. Ao contrário, o cliente entendeu a estratégia e se adequou aos horários. A percepção foi muito positiva e a empresa ganhou elogios nas redes sociais”, afirma Fernando Carneiro, diretor de gente e gestão do grupo.

O formato reduziu a rotatividade e vem atraindo mão de obra, afirma o executivo. “Percebemos maior engajamento dos funcionários, menos faltas e diminuição nos acidentes no trajeto do trabalho, além da redução de gastos em benefícios como vale-transporte e alimentação”, disse.

A jornada de 7 horas e 20 minutos passou para 8 horas e 48 minutos, com dois dias de folga, normalmente entre segunda e quarta-feira. Em vez de trabalhar dois domingos no mês e folgar um, o funcionário trabalha domingos alternados, regra que também vale para feriados.

O ajuste de horários, especialmente aos domingos, pode ser um desafio para alguns negócios, afirma Carneiro.

A rede está entre as 30 maiores empresas supermercadistas do Brasil, segundo ranking da Abras (Associação Brasileira de Supermercados). Com 39 lojas físicas, a empresa emprega mais de 8.000 funcionários e pretende abrir mais três unidades neste ano.


Grandes e médios varejistas do país vêm testando a escala 5×2 (cinco dias de trabalho e dois de descanso) e constatam algumas vantagens do modelo, como maior atração de candidatos e redução da rotatividade. Desafios operacionais, no entanto, existem.

Entre as dificuldades relatadas estão a gestão das folgas, os riscos de aumento de custos e, em alguns casos, a redução das gorjetas devido à ampliação das equipes.

As experiências dessas empresas, que acontecem em meio à discussão no Congresso Nacional sobre o fim da escala 6×1 e a redução da jornada de trabalho, são detalhadas em uma série de reportagens publicadas entre esta sexta-feira (8) e domingo (10).

noticia por : UOL